quinta-feira, 15 de agosto de 2019

CONSUMO CONSCIENTE - MODA

No último post falei-vos das minhas intenções de ter um consumo mais consciente, um estilo de vida mais simples e com menos coisas e das opções que me permitem gastar menos dinheiro e reduzir a minha pegada ecológica.

Tudo começou com dificuldades económicas mas depressa percebi que determinadas mudanças eram mesmo necessárias a longo prazo. Vendo assim, parece tudo muito abstrato e inatingível, mas aos poucos as coisas vão acontecendo e os hábitos vão-se impregnando no dia-a-dia. E mesmo o que parece insignificante ganha outra força.

Decidi começar com o que tenho feito para ter um consumo mais consciente a nível de moda, já que esta é a segunda industria mais poluente do mundo.

Vou falar essencialmente de roupa e calçado, mas a moda engloba muita coisa, decoração, têxteis no geral... para já vou ficar pela roupa, calçado e acessórios, ok?

Antes de lerem o meu post, aconselho-vos a leitura de um artigo sobre a indústria da moda. Acho que explica tudo de forma muito direta e sucinta. Vejam os vídeos... as imagens valem mais que mil palavras.

O lado negro da indústria da moda

Quanto aos meus pequenos passos, aqui estão:

Conheço o meu estilo - Foi um passo com avanços e recuos durante uns anos, mas assim que percebi qual é o meu estilo tudo ficou mais fácil. Sabendo qual é o nosso estilo, aquilo que nos faz sentir bem e que nos valoriza, dificilmente compramos, ou mantemos, coisas de que não gostamos realmente. É claro que há exceções, arrependimentos de vez em quando, afinal ninguém é perfeito, mas no geral tudo fica mais fácil!

A melhor forma de descobrirmos o nosso estilo, pelo menos para mim foi o que ajudou, é pensar no que queremos sentir com a roupa que usamos, o que queremos transmitir a quem nos vê e nas nossas necessidades.

Eu comecei por pensar nas minhas necessidades, e prendem-se todas com o meu estilo de vida:
- Roupa confortável e que me permita correr atrás do Gonçalo, baixar, apanhar coisas que caem no chão, etc.
- O conforto também é importante para trabalhar, já que passo a maior parte do tempo sentada.
- Roupa prática, que fique bem entre si e que não precise passar muito tempo a experimentar e decidir o que vestir.
- Roupeiro funcional de modo a poupar tempo e dinheiro.

O que pretendo transmitir a quem me vê?
E esta questão até pode parecer parva, pois não temos de agradar aos outros ou estar preocupados com as opiniões alheias. Mas a questão não passa exatamente por aí.
Eu pretendo mostrar que sou uma pessoa simples, acessível, confiante e de confiança, asseada, inteligente e moderna/atualizada. "E isso consegue perceber-se tudo pelo estilo/roupa?" - perguntam vocês? Consegue-se pois. Nem sempre diretamente, mas que se consegue, consegue. Se vestisse algo que achasse não me favorecer, por ser tendência por exemplo, dificilmente transmitiria a imagem de alguém confiante. Estaria desconfortável, provavelmente sempre a ajeitar qualquer coisa... como aconteceu com o fato-de-banho que comprei!
Como é que posso transmitir confiança a um cliente se hoje aparecer de fato-de-treino, amanhã com o cabelo oleoso e no dia seguinte como se fosse a um casamento? É difícil, não? Portanto conhecer o estilo e ser consistente é um grande passo para transmitir a imagem que se pretende.

E como pretendo sentir-me?
Primeiro que tudo, confortável. E depois confiante, simples... tudo o que pretendo transmitir!

Dá para ver que está tudo ligado, não é? Ainda neste tema do estilo, podemos pensar nas cores que nos favorecem, nas formas, etc. Há muito que pode ser explorado.

Procuro inspiração - É sempre bom termos inspirações. Gosto muito do Pinterest, como não podia deixar de ser, mas também leio blogues e vejo videos no youtube que ensinam muito sobre estilo próprio.
Já tendo uma ideia do estilo é muito mais fácil fazer pesquisas, pois procuro só o que me interessa.

Estas inspirações têm-me mostrado que a maioria das fotos que guardo, têm peças de roupa, calçado ou acessórios idênticos aos que já tenho. Logo aqui rentabilizo mais o que tenho e não preciso de comprar.

É também uma forma de aprender a usar o que tenho de várias formas. Por exemplo, tenho dois pares de calças paper bag. Há quem ame e há quem odeie este género de calças. Eu sou fã por várias razões, mas principalmente pelo conforto. Para conseguir fazer conjuntos diferentes posso procurar no Pinterest looks com calças paper bag. Encontro várias opções e depois é só adequar ao que tenho e usar a criatividade.

Tenho consciência do que tenho - De que vale conhecer o estilo e procurar inspiração se não souber o que tenho no roupeiro? E é com grande orgulho que digo que sei. Tenho pouca coisa, mas uso tudo. Na mudança de estação faço sempre uma limpeza a fundo, onde também destralho e troco a roupa de roupeiro. Como estamos no Verão, tenho a roupa fresca num roupeiro que organizo para o dia-a-dia e noutro tenho a roupa de inverno que fica menos acessível. Lá para outubro troco. Há peças que ficam o ano todo no roupeiro do dia-a-dia... são muito multifacetadas.

Sei do que preciso - Tenho uma lista onde vou escrevendo o que preciso e riscando conforme vou comprando. Isto facilita imenso a vida, pois não se perde tempo às compras nem se compram coisas desnecessárias.
No inicio do verão a minha listinha era assim:
- sutiãs neutros e cai-cai (pelo menos 1 cai-cai)
- fato-de-banho
- blusas de cavas (branco, preto ou azul escuro)
- blusas frescas e diferentes do que tenho
- calças soltas
- calções soltos ou macacão
- sandálias neutras
- ténis brancos

Com a lista feita, faço uma pesquisa nos sites das lojas que gosto e procuro o que preciso. Desta forma, quando vou às compras já sei o que procurar. Poupo muito tempo e também dinheiro. De todos os itens listados, só não encontrei o sutiã cai-cai neutro, as blusas frescas e diferentes só comprei uma e fiquei com outra da minha sobrinha, e, para além das blusas de cavas branca e azul, comprei também uma de riscas. O único arrependimento foi o fato-de-banho e tudo o que comprei tem sido muito usado, tanto entre si, como com outras peças que já estavam no roupeiro.
A lista era pequena e encontrei tudo com facilidade (sem contar com o dito cujo, que nem vou referir o nome, porque já parece perseguição) porque já sabia o que queria e onde encontrar. O orçamento também está sempre estipulado e tento nunca ultrapassar aquilo que defini.

Cuido do que tenho - Se pretendo comprar menos, é muito importante estimar o que tenho. Aprendi isto cedo, tanto com a minha mãe como com a minha irmã. Sempre houve esta preocupação de cuidar da roupa, independentemente de serem peças caras ou baratas.
• Assim que chego a casa mudo de roupa, é um habito tão antigo que nem me sinto confortável com a roupa "da rua". Este hábito ajuda a não colocar nódoas na roupa, evita borbotos (estar no sofá com uma mantinha e uma camisola quentinha resultará em borbotos, de certeza...), evita lavagens desnecessárias, a roupa alarga menos...
• Tenho atenção às instruções de lavagem.
• Arrumo a roupa de forma a que circule algum ar entre as peças.
• Estendo de modo a não alargar a roupa.
• Retiro borbotos, prendo botões, remendo buraquinhos (esta parte é a minha mãe que faz!).
•  Em termos de calçado, limpo com frequência, evito lavar os ténis na máquina, engraxo botas e coloco spray de proteção no calçado de camurça.
Todos estes cuidados contribuem para que a roupa e calçado durem muito mais tempo, contribuindo assim para menos compras e menos gastos.

Limito os gastos - Já percebi que consigo fazer compras num ano com um orçamento relativamente baixo (regra geral faço compras duas vezes por ano, por volta de maio/junho e em novembro/dezembro. Nestes últimos anos não comprei casacos/sobretudos para o inverno, o que ajuda a não ultrapassar a conta. Este ano é provável que compre, já que me desfiz de dois (que dei a 2 amigas) que já não usava. No entanto há itens que comprei no ano passado, nomeadamente calçado, que vão servir perfeitamente para este ano, portanto acredito que conseguirei manter-me fiel ao orçamento previsto.

Aproveito os destralhamentos da minha irmã e da minha sobrinha- Temos todas idades, corpos e estaturas diferentes, tal como os estilos pessoais, mas conseguimos sempre usar peças umas das outras.
Em tempos, eu e a minha irmã usávamos imenso a roupa uma da outra. Agora, pensando nisso, há muitos anos que não pedimos roupa emprestada uma à outra, mas tal como eu, também elas destralham com frequência. Ao contrário de mim, já são mais consumistas, o que resulta sempre em muitas peças postas de lado. Eu ganho muito com isso, pois apesar das diferenças de idades (da minha irmã nem tanto, só nos separam 8 anos...) e estaturas, consigo sempre adotar algumas coisas, principalmente da minha sobrinha que está naquela fase da vida que muda de gosto e necessidades com alguma frequência.
Ora bem, fico com muita coisa, mas não fico por ficar. Só fico com o que realmente gosto, com o que me fica bem e que está adequado ao meu estilo. Não é porque não pago, que fico com tudo. Também aqui sou ponderada e seletiva.

Para já, as minhas opções não passam por marcas sustentáveis e confesso, nem sei se passarão. Acho que faz muito mais sentido usar o que se tem de forma inteligente do que desfazermo-nos do que temos para investir só em marcas sustentáveis.

Gostava ainda de vos mostrar como rentabilizo o que tenho, os conjuntos que faço... a ser, não será neste post, mas digam-me o que acham da ideia nos comentários.

Espero que tenha conseguido fazer a ligação entre as minhas escolhas e o meu objetivo de ter um consumo mais consciente!
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terça-feira, 6 de agosto de 2019

REPENSAR HÁBITOS DE CONSUMO

Os meus hábitos de consumo têm mudado muito ao longo dos últimos 10 anos. É engraçado fazer esta reflexão e perceber como as coisas vão mudando ao longo da vida, umas vezes por imposição da própria vida, outras vezes por decisões pensadas e ponderadas.

Há uns anos escrevi um post sobre algumas dificuldades que eu e o meu marido passámos no inicio do nosso casamento. Dificuldades económicas. Podem ler o post AQUI. Nesta altura fomos obrigados a rever muitos dos nossos hábitos de consumo e eu levei o papel de gestora financeira muito a sério.

Todas as compras, desde o mais essencial ao mais supérfluo, começaram a ser muito ponderadas e com o decorrer dos anos, estas opções deixaram de ser feitas não só por questões financeiras e passaram a outro nível. O nível de querer ter uma vida mais simples e com menos coisas.

Pessoalmente, nunca me considerei muito consumista, mas gostava de comprar. E comprava sem pensar se precisava realmente das coisas. Comprava porque era giro, porque era barato, porque um dia podia vir a precisar, para fazer pendant com outra coisa qualquer... ou seja, comparado com hoje, eu era consumista. Com as imposições financeiras fui obrigada a deixar de comprar. Tive alturas difíceis, de sentir que era uma grande privação, mas com o tempo fui aprendendo a ver as coisas de outra perspetiva. Comecei a perceber que não preciso de ter vários pares de jeans, várias malas, várias coisas para o mesmo objetivo. Isso foi desde roupa, acessórios, vernizes, cremes, perfumes, calçado, revistas, decoração, eletrodomésticos, detergentes... e por aí.

E se no inicio foi difícil, hoje em dia o difícil é comprar. Tornei-me muito mais consciente e não compro nada por impulso. Tudo é ponderado. Claro que também cometo erros, e de vez em quando (muito raramente) lá compro alguma coisa de que me arrependo. De qualquer forma, agora vejo muitas vantagens em ter um consumo consciente, pois não gasto dinheiro desnecessariamente, não acumulo coisas que não uso, consigo usar melhor o que tenho, valorizo mais o que tenho, ocupo menos tempo a cuidar do que temos, tenho mais facilidade em organizar, enfim... as vantagens são imensas.

Estas opções têm-me levado a repensar também outras questões, nomeadamente as ecológicas. A ideia de que tudo é descartável, de que podemos jogar fora (sendo que não há nenhum fora, só temos este planeta),  levou-nos a um patamar preocupante. E se antes estas coisas não me tiravam o sono, desde que fui mãe, comecei a ver tudo com outros olhos.

Há tempos li uma notícia de que temos apenas 12 anos para reverter a situação ecológica em que vivemos. Se continuarmos com os mesmos hábitos, daqui a 12 anos, o mundo como o conhecemos, começará a mudar de forma irreversível (se é que não está já...). Quando li isto a primeira coisa que pensei foi que daqui a 12 anos o meu filho tem 14... E pensar que não podemos fazer nada, que ninguém faz, que os governos é que têm de arranjar soluções, é estar a enfiar a cabeça na areia. Podemos e devemos fazer. Devemos fazer o que nos compete, o que nos é possível, por pouco que seja, por insignificante que pareça. E começa por isto mesmo, por repensar nos hábitos de consumo, por perceber que aquela blusinha de 5€ que não nos faz falta nenhuma, gastou litros e litros de água para ser feita, por exemplo.

Este pensamento tem sido também uma premissa na forma como educo o Gonçalo. Não lhe compro demasiadas coisas, nem roupa nem brinquedos.  Tem o que precisa! E também não aceito que outras pessoas dêem, não aceito todos os brinquedos dos filhos dos amigos, ou roupa.

Estou a preparar alguns posts sobre este tema, pois num único post fica difícil falar de tudo. A ideia é partilhar convosco as mudanças que tenho feito a vários níveis em termos de consumo. Algumas opções refletem-se na pegada ecológica, outras nem tanto. De qualquer forma, são sempre opções económicas.

Os posts serão os seguintes:

- Consumo consciente - Gestão doméstica
- Consumo consciente - Higiene e Beleza
- Consumo consciente - Moda
- Consumo consciente - Baby Boy

Cada tema poderá até ter um subtema... veremos.

Parece-vos bem? Se tiverem sugestões, estejam à vontade!
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terça-feira, 30 de julho de 2019

NÃO FUI DE FÉRIAS E GOSTEI!

Ir de férias, em tempos, foi a lufada de ar fresco na minha vida e do meu marido. Adorávamos, porque saíamos da rotina, fazíamos muuuita praia, com a praia praticamente à porta de casa, estávamos só os dois, era mesmo uma forma saudável de sair da rotina e esquecer o resto do mundo.
Há 2 anos, quando o Gonçalo nasceu, tudo mudou. Nesse ano nem me passava pela cabeça sair de casa de férias. As noites em branco, o amamentar de 2 em 2 horas praticamente de noite e de dia e ainda pensar em malas, viagem, alojamento... Passámos o verão em casa. Além de que a pediatra desaconselhou idas à praia com o bebé antes dos seus 6 meses. Portanto, nesse ano nada foi favorável...

No ano passado foi a loucura. Marcámos tudo com a devida antecedência e lá fomos nós de malas e bagagens para a praia. Mas não correu como planeado. Primeiro esteve mau tempo. No primeiro dia chovia... Nunca esteve um dia quente e sem vento! Depois o Gonçalo dormia uma sesta grande de manhã e outra à tarde, o que não nos permitia estar muito tempo na praia ou mesmo fora de casa. Então passámos muito tempo em casa para ele poder dormir.

Desta forma, este ano decidimos não ir e fazermos férias em casa e na nossa linda terra, que para quem não sabe é Setúbal!

Fizemos muita praia, tendo em conta os dias frescos que apanhamos, passeamos muito e dormimos grandes sestas à tarde... Comemos fora várias vezes, fizemos muitos petiscos em casa, e eu coloquei o pé na argola como gente grande. Foram gelados, pastéis de nata, sobremesas... Férias são férias!

Não senti o stress das refeições, das horas, das limpezas. Tentei ao máximo descontrair e não me preocupar muito.

Para tal tive de organizar bem as coisas antes das férias. Fiz uma limpeza à casa, daquelas mais caprichadas, organizei toda a roupa, abasteci despensa, frigorífico e congelador e planeei minimamente os dias. Estes cuidados ajudaram-nos a estar mais relaxados nas férias, mas é claro que foram necessários cuidados diários. Há coisas que não dá para deixar de fazer. Portanto a roupa ia sendo lavada quase diariamente, dobrada e arrumada. Passar, ia-se passando o essencial. A casa tinha de levar um jeitinho também todos os dias, ser aspirada com frequência, e tudo mais. A comida também teve de ser reposta, e as compras semanais mantiveram-se.

Agora que é tempo de regressar à rotina, pretendo voltar a dar atenção a vários aspetos que estiveram um pouco na gaveta nestes últimos tempos.

- Fazer exercício físico, estou mesmo a precisar,
- Planear refeições,
- Fazer algumas refeições vegetarianas,
- Organizar algumas partes da casa,
- Reorganizar/redecorar quarto do Gonçalo,

Visto assim até parece pouco, mas a lista dentro desta lista, é imensa. Venha i  agosto!!!
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quinta-feira, 11 de julho de 2019

REFLEXÕES SOBRE FATOS-DE-BANHO E BIQUINIS

Como leram no último post, onde vos apresentei as minhas pequenas compras para este verão, este ano resolvi render-me ao fato-de-banho.

Há muitos anos que não usava, mas achei que estava na altura de voltar ao seu uso. Primeiro achei que seria mais cómodo para estar na praia com o Gonçalo, depois achei que ajudaria a disfarçar a minha barriguinha que cresceu um pouco neste inverno e ainda aproveitava uma tendência. O meu plano tinha tudo para dar certo. Mas não...

A compra do fato-de-banho foi uma dor de cabeça. Primeiro porque já me tinha apaixonado por dois que ao experimentar o número mais alto, vi que eram pequenos para o meu peito. Depois foi a correria por outras lojas e perceber que das duas uma, ou comprava um fato-de-banho demasiado decotado ou uma espécie de cinta que apertava tudo em nome da boa elegância e ficava com um bronze tipo blusa de cavas... Foram umas horas angustiantes, confesso. Foi uma espécie de regresso ao passado pelos piores motivos. A sensação de não encontrar nada que ficasse realmente bem, que não servisse convenientemente levou-me a escolher a única peça que me fez ficar indecisa. Comprei-o e quando o experimentei em casa, arrependi-me... De facto o número acima, se existisse, teria ficado perfeito. Mas não existia número acima e acabei por ficar com ele.

Segunda-feira fomos para a praia. De manhã quando vesti o fato-de-banho ia jurar que tinha encolhido (lavei-o na máquina seguindo as indicações do fabricante, mas nunca se sabe)... se o puxava para cima, apertava em baixo, se o puxava para baixo, apertava em cima... mas lá fui eu para a praia.

Estava fresquinho, estivemos pouco tempo e nem tirei a túnica (regressámos a casa porque começou a chover), portanto não consegui tirar grandes conclusões.

Na quarta-feira voltámos a ir a banhos. O dia esteve ótimo, ficámos o dia todo e deu para perceber que não fui feita para fatos-de-banho. Passei o dia a ajeitar as mamas, sempre com a sensação de estar apertada, para secar foi uma tortura. À noite confessei ao meu marido que não gostava do fato-de-banho e ia voltar aos biquínis Ele aplaudiu e confessou que não gosta de fatos-de-banho no geral e que até achou que me fazia a barriga maior... vejam só...

Há uns dias falei disto com uma amiga e ela disse que achava o fato-de-banho mais elegante que o biquini. Não concordo nada com esta ideia. Não penso que um ou outro tornem a pessoa mais ou menos elegante. Há senhoras de 60, 70 anos a usarem biquini e que ficam elegantes. A elegância está na pessoa, no facto de se sentir ou não bem. Claro que as peças em si também ajudam, uns favorecem mais que outros, mas não acho que seja assim tão linear, fato-de-banho é elegante, biquini é vulgar!

Quanto a mim, de facto não me senti bem de fato-de-banho, talvez por não ser o indicado para mim. A barriguinha continua cá, esteja ou não tapada, mas pelo menos vai apanhar sol, o que por si só já a torna mais bonitinha.

O importante é sentirmo-nos bem e assumirmos o nosso corpo. A barriguinha realmente incomoda-me, mas está cá. Foram muitos meses sem exercício, ou com muito pouco, com excessos alimentares, muito tempo sentada, tudo isso (ah, e o facto de ter sido mãe também deve influenciar, se bem que não é desculpa...) contribuiu para estas gordurinhas e flacidez. O importante é cuidar, para voltar ao normal e rezar para que o sol ajude de alguma forma!

E vocês meninas, preferem fato-de-banho ou biquini? Sentiram estas dificuldades depois de serem mães? Contem-me tudo!
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sábado, 29 de junho de 2019

COMPRAS - ESSENCIAIS DE VERÃO

Hei-de ter um ano, um dia, não sei quando, que perderei a cabeça e comprarei uma série de coisas de verão, quer precise ou não. Montes de biquínis e fatos-de-banho, saídas de praia, chapéus, chinelos, óculos...

Até este dia chegar, vou manter os pés na terra e continuar a fazer como até aqui. Comprar só o necessário, porque afinal só tenho um corpo e mais onde gastar o dinheiro.


Este ano decidi investir num fato-de-banho. Isto porque no ano passado comprei um biquini, que gosto muito, mas com o qual não me senti muito à vontade na praia. Por um lado, por não me sentir na minha melhor forma, por outro, por não estar confortável a brincar com o Gonçalo, levanta-lo, pega-lo, etc. Achei que um fato de-banho seria mais cómodo.

Precisava também de umas sandálias, já sabia o queria, já tinha procurado sem encontrar. E agora sem procurar encontrei!

Por fim comprei alguns produtos de beleza. Nos últimos anos reduzi muito as compras de produtos de beleza e, regra geral, só abro um novo quando o antigo termina. No entanto, no Verão gosto de ter uns miminhos extra.



O fato-de-banho é da Tezennis e custou quase 26€. Não era a minha primeira escolha, mas estava entre os favoritos. A escolha não foi fácil, infelizmente não pelos melhores motivos, mas de todos os que experimentei este foi o que gostei mais de me ver. Sempre tive dificuldade com fatos-de-banho, ou com biquinis em conjunto, por causa do peito grande. Para ficar bem no corpo, fica pequeno no peito, e para ficar bem no peito fica grande no corpo. A questão é que desta vez nem encontrei tamanhos grandes. O L, na Tezennis é o maximo, portanto todos os outros que experimentei nesta loja ficavam apertados no peito. Apesar de ter experimentado outros noutras lojas, nenhum me agradou.


As sandálias foram um achado. Fui à H&M ver mais fato-de-banho (nem um de jeito...) e deparei-me com uma zona de calçado em promoção. As sandálias eram 15€, basicamente, o que já era um preço bom, mas estavam a 7€. Fiquei super feliz, porque era mesmo o que procurava, desde estilo, cor... preço!!!



Em relação aos produtos de beleza, comprei alguns produtos habituais nos meus Verões e umas novidade, da Yves Rocher.

Primeiro queria um perfume para usar só no Verão. Gosto de citricos para esta altura e por acaso a yves rocher tinha um produto que respondia às minhas necessidades. Aproveitei a promoção e comprei o perfume e o gel de banho/champô.

Outra novidade, foi a água hidratante perfumada. Todos os produtos desta gama cheiram super bem, mas nunca tinha usado a água. Cheira mesmo bem, é hidratante e só é pena o perfume não durar o dia todo. Devia ter comprado mais...

Comprei um creme autobronzeador progressivo, também com o cheirinho a monoi, e só sei que já me arrependi de não ter encomendado mais...

Depois vieram os habituais, creme hidratante de coco e o óleo de monoi com brilho (adoro usar nas pernas). Estes nunca podem faltar.

Por fim, recebi como prémio de vendas (não sei se se lembram que vendo produtos da yves rocher) um sérum para o cabelo, um vinagre de romã e uma bolsa. Fiquei feliz com o sérum, pois o meu óleo de pontas está a terminar, ofereci o vinagre e adorei a bolsa. É ideal para levar para a praia.

Para já não pretendo comprar mais nada, a não ser que encontre mesmo alguma coisa gira, acessível e que não venha só encher o roupeiro.
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domingo, 16 de junho de 2019

É PRECISO MUITO DINHEIRO PARA CUIDAR DA PELE?

Acho que não! Já achei que sim, já comprei muitos produtos caros, mas resolvi dedicar-me mais um pouco aos produtos caseiros e posso afirmar, com convicção, que não precisamos gastar muito dinheiro para cuidar da pele.

Trago-vos 3 produtos, completamente caseiros, super fáceis de fazer, super económicos, ecológicos, não testados em animais e com pouca produção de lixo... Não foram inventados por mim, e possivelmente já os viram por aí várias vezes na internet.



Mas vamos lá.

O primeiro, já vos falei dele. Água de arroz. Dizem que é um ótimo tónico, que clareia a pele, limpa, tonifica, etc. É muito simples de fazer. Basta-nos ter arroz branco e água. Coloca-se meia chávena de chá com arroz e cobre-se com água. Já li que bastava repousar 40 minutos, mas prefiro deixar no frigorífico durante a noite. Fiz várias experiências para chegar a esta conclusão. Depois coa-se o arroz e aproveita-se a maravilhosa água. Já usei vaporizadores para armazenar a água, mas agora coloquei num frasco de vidro e parece-me que dura mais. Guardo no frigorífico durante uma semana, no máximo, e uso de manhã e à noite como tónico.

Depois vamos aproveitar o arrozito. Nada se estraga, certo? Vamos aproveitar este arroz para fazer farinha de arroz. Convém secar um pouco o arroz e depois basta coloca-lo num processador, liquidificafor, picadora, bimby... o que tiverem que "pique" o arroz. Eu uso uma picadora e resulta muito bem. Se por acaso o arroz estiver muito húmido, a farinha vai ficar granulada, mas pode ser usada. De qualquer forma se ficar mais em pó, é mais agradável. Seguidamente basta colocar-se num frasco de vidro e guardar no frigorífico. Não sei bem qual é a durabilidade, mas se não fizerem muita de cada vez e usarem, nem precisam de se preocupar com isso, pois num instante se gasta.
E esta farinha serve para quê? Serve para fazer uma máscara simplesmente divinal.
Os ingredientes da máscara são:
• 2 colheres de café de farinha,
• 1 colher de café de leite,
• 1 colher de café de mel.
Misturam-se todos os ingredientes e aplica-se a máscara na pele bem limpa. Deixa-se repousar durante 20 minutos, ou o tempo da máscara secar, e retira-se com água.
Também podem fazer sem o mel, mas confesso que prefiro com os 3 ingredientes. Caso a consistência esteja muito líquida é só acrescentar farinha de arroz.
As vantagens desta máscara são muitas e pelo que vi qualquer pessoa pode usar. Mas eu experimentei por causa das manchas. De qualquer forma é uma máscara tonificante, clareadora, refirmante, anti-idade e anti-acne. Da minha parte, posso afirmar que a pele fica linda depois deste tratamento. E nota-se realmente um leve clareamento.
Além de máscara de rosto, pode ser usada em qualquer parte do corpo, nomeadamente naquelas zonas que escurecem por causa da depilação, como axilas e virilhas. Pode ainda ser usada como esfoliante, apenas devem evitar a esfoliação nas zonas com melasma, ao que parece pode piorar.
Este tratamento pode ser feito duas vezes por semana. Eu só tenho feito uma vez, mas já posso dizer que estou rendida.

Por último venho falar-vos do desodorizante que tem salvado os meus dias.
Desde que fui mãe que tenho tido alguma dificuldade com desodorizantes. Há dias que cheiro mal, pronto. Não há forma bonita de dizer isto. Parece que não tomo banho há dias. Claro que isto é desconfortável, e depois ter usado vários produtos, de ter usado bicarbonato de sódio, de ter usado óleo de coco, lá resolvi fazer o tão famoso desodorizante de óleo de coco e bicarbonato de sódio. E minha gente, resuuuulllta muito bem. Tem sido a minha salvação. A receita é muito simples:
• Num frasquinho coloca-se a mesma quantidade de óleo e bicarbonato, mistura-se e já está. Podem acrescentar algumas gotas de óleo essencial, se preferirem algo cheiroso. Eu uso simples e gosto assim, cheira apenas a côco.
Por enquanto ainda não guardo no frigorífico, mas no verão é bom fazê-lo, para manter o desodorizante sólido.

Neste momento tenho uma rotina de pele muito simples e económica. De manhã lavo o rosto no banho com uma esponja konjac da Yves Rocher. Não é necessário usar nenhum produto de limpeza, embora também se possa usar, e se a esponja for bem cuidada dura pelo menos 3 meses.

A seguir vaporizo o rosto com água. Até aqui usava água termal, mas comprei uma água tonificante no Jumbo, da marca Cosmia, que também estou a gostar muito e é muito mais barata que a água termal. Ajuda a refrescar e gosto de reaplicar durante o dia.

Como hidratante uso protetor solar. De momento uso um da Garnier, mas desde que tenha fator 50 e não me deixe a pele oleosa e pesada, qualquer um serve. Neste momento (há uns anos, na verdade) há uma grande controvérsia em relação aos protetores solares, por terem demasiados químicos e, segundo algumas pessoas, ter influência nas manchas de rosto que tanta gente se queixa. Confesso que ainda sou muito cautelosa em relação a este assunto, e de momento, prefiro os malefícios do protetor solar, do que os malefícios do sol. De qualquer forma há produtos mais ecológicos que outros, e pretendo repensar as minhas escolhas. Para já tenho este e vou usá-lo até ao fim.

À noite, caso tenha usado maquilhagem, desmaquilho-me com óleo de côco. Retiro com uma tolha turca húmida e a seguir lavo bem o rosto com um sabonete de argila. Caso não tenha usado maquilhagem, salto a etapa do óleo. Depois de lavar, passo o tónico de arroz e a seguir hidrato com óleo de côco.

E é esta a minha rotina diária. Uma vez por semana faço a máscara e já está.

Simples e eficaz!
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segunda-feira, 10 de junho de 2019

YOGA - FEITO É MELHOR QUE PERFEITO NÃO FEITO

Desde que engravidei que não consegui voltar a ter uma rotina de Yoga consistente. Já tive alturas de conseguir praticar alguma coisa, parar, voltar, mas aquela prática diária, ou quase, não voltei a ter.

Há uns dia tomei uma decisão. Como noutras tantas coisas da vida, também aqui acho que é melhor fazer alguma coisa do que nada. Também aqui é melhor o feito do que o perfeito não feito. Então resolvi voltar à minha prática diária.

Comecei na segunda. E nesse mesmo dia decidi que ia fazer todos os dias, logo de manhã, pelo menos 2 saudações ao sol. Não é muito, mas é o suficiente para despertar o corpo, para alongar um pouco, para respirar melhor e para trabalhar a atenção plena.

Na segunda passada fiz 6 saudações ao Sol. Logo no início, quando me dobrei para tocar no chão, não consegui. Senti as costas pouco flexíveis... Pensei: "Ups, estou mesmo a precisar disto..."

No dia seguinte acordei com dores musculares, parecia que tinha feito uma aula e tanto. Já fiz mais algumas posturas pelo meio e mais uma vez verifiquei a minha dificuldade em fazer coisas que antes me eram tão fáceis.

Tenho praticado um pouco todos os dias. Nuns dias faço uma prática mais rápida sem estar muito tempo na mesma postura, noutras faço tudo com mais calma. O que interessa é fazer todos os dias.

Sabe-me bem e sei que com este pouco diariamente virá o hábito de fazer sempre. Com o tempo virá o tempo para fazer uma prática maior, com direito a meditação no início e no final, com direito a um relaxamento a sério no final.

Para já o objectivo é este: fazer todos os dias um bocadinho.

Há dias que faço de pijama, outros de roupa interior. Não me preocupo em colocar o tapete de yoga, faço mesmo no tapete da sala. E o facto de não me preocupar com o equipamento ou com o tapete e atmosfera geral, ajuda-me a não desistir, ou a não deixar para mais tarde.

E assim vai. O feito é sempre melhor que o perfeito não feito, até no yoga!

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