segunda-feira, 13 de julho de 2020

COMPRAS DE SUPERMERCADO - QUINZENAIS

Antes da pandemia (agora temos sempre o antes e o durante, esperemos que o depois chegue rapidamente) a minha rotina de compras de supermercado era muito diferente da atual.

Antes, era assim:
- Final de cada mês fazia uma compra grande no Auchan, de tudo o que precisasse para o mês inteiro: fraldas, produtos de higiene, cápsulas de café, comida e areia para o Alf, massas, arroz, detergente e amaciador de roupa...

- Fazia uma compra grande no talho para todo o mês,

- Ia uma vez por semana ao Lidl, normalmente, onde comprava fruta, legumes, charcutaria e pequenas coisas que pudessem faltar,

- O peixe era pescado pelo meu marido, ou comprado no mercado (que por cá chamamos de praça) ou comprado a um vendedor ambulante que vem quase diariamente à nossa zona e que traz fruta, legumes e peixe fresquinho.

- O pão comprava diariamente na mercearia ao lado de casa, tal como algumas coisas que pudessem faltar.

Durante a pandemia passei a fazer da seguinte forma :

- Vou de 15 em 15 dias ao Lidl e faço uma compra gigante, onde compro tudo, desde fruta, legumes, mercearias, enlatados, Iogurtes, charcutaria, produtos de higiene, produtos de limpeza, areia para o Alf, congelados, peixe, carne...

- Encomendo o pão na mercearia para uma semana e congelo tudo, devidamente separado para cada dia,

- Peixe fresco compramos pontualmente ao Henrique (vendedor ambulante),

- Uma vez por mês, caso seja necessário, ou caso não tenha alguém que possa fazê-lo por mim, vou ao Continente (vou ao continente porque aproveito os cupões de 5€ em cartão e porque é um supermercado pequeno e não perco muito tempo) comprar a comida do Alf (comida para gatos esterilizados e para evitar bolas de pelo, que não vendem no Lidl, nem em todos os supermercados).

Optei por esta mudança para evitar idas desnecessárias a locais públicos. Poderia continuar a comprar o pão diariamente na mercearia, mas isso obrigava-me a contactar com mais pessoas diariamente e se é algo que me incomoda, que acho desnecessário e que posso evitar, não vejo porque não o fazer.

O facto de ir ao supermercado de 2 em 2 semanas pode parecer uma tarefa muito complicada. Como gerir o dinheiro? Como conseguir comprar comida para tantos dias? E a fruta não se estraga? São perguntas que me fazem quando comento esta nova rotina.

É tudo uma questão de organização. Regra geral nós temos noção do que gastamos em casa, é só fazer as contas. Eu sei que por norma gastamos um pacote de manteiga pequeno numa semana ou numa semana e 2 dias, logo não vou comprar um pacote de manteiga para duas semanas. Sei que gastamos um pacote de guardanapos de papel por semana, portanto não compro só um. E por aí vai...

Em relação ao dinheiro, ele vai gastar-se a ir uma vez por semana, duas, três, ou uma vez por mês. Se por acaso comprar comida a mais, na quinzena seguinte já comprarei menos, porque ainda tenho em casa. E quem diz comida, diz outras coisas. É tudo para nós, vai ser tudo consumido, portanto não se joga dinheiro ao lixo. Obviamente que uma pessoa que vai quase todos os dias ao supermercado não compra a mesma quantidade de coisas que uma que vai quinzenalmente, nem gasta por compra o mesmo valor (se forem 2 famílias com o mesmo número de pessoas, claro...).

Não tenho gasto mais dinheiro por mês com este sistema, anda tudo ela por ela, porque no final consumimos o mesmo, independentemente de quantas vezes fomos ao supermercado.

Tenho gostado desta nova rotina, apesar de ser muito trabalhosa no dia das compras, porque gosto de ter tudo em casa. Gosto de pensar numa refeição e saber que tenho todos os ingredientes. Adoro abrir o frigorífico e vê-lo cheio! É bom sinal, é sinal que podemos comprar, apesar dos tempos que atravessamos. Infelizmente há quem não o possa fazer...

Relativamente aos frescos, neste momento compro poucos. Tenho a sorte de trazer fruta e alguns legumes dos meus pais. Portanto de momento compro só bananas de vez em quando e em pouca quantidade, uma embalagem de salada no Lidl, precisamente por saber que mais do que uma iria estragar-se e cenouras.  Tomates, cebolas, batatas, pepinos, curgetes, pimentos, melancia, ameixas, pêssegos, maçãs riscadinhas, morangos, trazemos dos meus pais.

Quando tinha de comprar, não comprava para duas semanas, mas para uma e depois comprava na mercearia.

No sábado (dia 4) foi dia de compras e foram as seguintes:

Casa:
Esfregão salva unhas, 0,89€
Spray ambientador 0,89€
Ambientador elétrico e recarga 2,99€
Lenços de papel 1,25€
Ambientador Lima-lavanda 1,99€
Sacos de lixo perfumados 1,49€
Wc-splash bloco sanitário 1,59€
Toalhetes de limpeza 1,79€
Pilhas alcalinas 1,79€
Areia gatos 0,88€
Papel higiénico 2x1,49€
Rolo de cozinha compacto 4x0, 89€
Guardanapos folha dupla 4x0,89

Higiene e beleza:
Bandas depilatórias rosto 1,39€
Gel/Champô homem 1,19€
Colgate anti-tartaro 2,79€
Elixir bocal 1,29€
Álcool etílico 96° 2x0,99€
Discos desmaquilhantes 0,85€
Gel banho Q10 1,79€
Toalhitas bebé 1,09€
Body butter Manga 3,79€
Removedor de calosidades elétrico 9,99€
Top senhora 2 unidades 5,99€

Alimentação:
Iogurte líquido bifidus 6x0,29€
Iogurtes aroma mimosa 2x1,79€
Iogurtes líquidos criança 1,19€
Lasanha bolonhesa 2,75€
Esparguete 1kg 0,79€
Filetes pescada 2,79€
Sagres mini 6,99€
Vinagre sidra 0,69€
Lombos de salmão com pele 8,99€
Hamburguer novilho 2x3,19€
Costoletas de bovino 2x5,99
Espetadas de porco 3,19€
Peito de frango XXL 4,99€
Ervilhas bio 1,99€
Costoletas cachaço porco 2,99€
Tirinhas da barriga 1,69€
Salsichas frescas 2,39€
Frango para churrasco 2,55€
Jardineira novilho Açores 3,99€
Rojões de porco 2,89€
Flan baunilha caramelo 0,95€
Queijo fresco Burgos normal 2x0,99€
Gelatina light morango 3x0,79€
Nuggets de aves 2,19€
Delicias do mar 1,69€
Grão de bico cozido 2x0,55€
Queijo fundido 16 porções 2x1,39€
Planta creme vegetal 2x1,60€
Babybel mini 1,99€
Queijo edem fatias 2x1,15€
Terra Nostra fatias 1,99€
Limiano bola pequena 4,99€
Medalhões pescada 3,24€
4 Postas pescada 6,12€
Pimentão doce 0,49€
Alho moído 2x0,69€
Oregãos picados 0,29€
Especiarias salada 1,39€
Fiambre peito de frango 1,79€
Fiambre peru 1,79€
Fiambre perna extra 2x1,25€
Chourição de Seia 1,49€
Presunto fumado 1,39€
Paio do lombo 1,65€
Pizza 2x1, 99€
Tomate triturado 0,55€
Bella café espresso (cápsulas compatíveis com dolce gusto) 4x3,49€
Salsichas Frankfurt 2x0, 55€
Pão hamburguer 0,65€
Pão de forma 0,89€
Morenazos 2x0,69€
Bongo 8 frutos 4x1,39€
Palitos de Lá Reine 0,99€
Mozzarella ralado 1,13€
Atum ramirez 8x0,89€
Tomate cherry 0,99€
Mix de tomate cherry 0,99€
Cogumelos 1,49€
Bolachas creme cacau 1,29€
Mini Tostas integrais 0,85€
Muffins pepitas chocolate 2,79€
Pastilhas elásticas 2x1,75€
Natas uht 0,45€
Leite condensado cozido 1,39€

Possívelmente escapou-me alguma coisa. A fatura do Lidl não está organizada por categorias, como noutros supermercados. Mas o total destas compras foi de 236,41€.
No próximo sábado será novamente dia de compras, e posso já dizer-vos que ainda temos muita coisa no congelador, portanto a próxima compra será mais pequena e mais económica.

Também já me perguntaram se gosto de ter a carne tanto tempo (que nunca é mais de um mês) no congelador. Sinceramente acho que o congelador foi inventado para isso, para nos facilitar a vida, portanto não vejo porque razão a carne não estaria boa passadas 4 semanas no congelador, ou nem isso. Claro que tem de ser tudo convenientemente congelado (quanto mais fresco estiver, melhor) e também descongelado. Mais uma vez, faz tudo parte da organização. Não descongelo a carne, ou o peixe, uma hora antes de os cozinhar. Tem de ser na véspera, no frigorífico, e depois temperar, fazer uma marinada, para dar tempo de adquirir sabor. Claro que são gostos. Quem não gosta, e prefere ir diariamente ao supermercado para não congelar nada, está no seu direito. Eu prefiro fazer assim, e até à data estamos todos saudáveis.

Em relação aos valores, como já referi atrás, não noto que gaste mais. É muito de uma vez, mas depois também estou 2 semanas sem gastar praticamente nada. De qualquer forma, quem acha que gere melhor as coisas fazendo as compras com mais frequência, está também no seu direito. Isso, por enquanto, ainda podemos decidir!

Voltarei a fazer um post destes nas próximas compras. Não só pela partilha, mas também para ter uma referência. Todos achamos os preços mais altos, portanto será interessante daqui a uns meses vir aqui verificar como andam as coisas.

A vossa rotina de compras mudou muito, ou continuam a fazer tudo de forma idêntica ao antes da pandemia? 
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sexta-feira, 10 de julho de 2020

COMPRAS DE VERÃO PARA GONÇALO (3 ANOS)

A minha vontade para ir a centros comerciais está a um nível nunca antes visto. É zero, mesmo.

Gosto muito de comprar roupa para o meu filhote. Não o faço de forma leviana, comprar por comprar, mas gosto que tenha coisas giras.

Normalmente compro roupa no início do Outono, no Natal (nos saldos já a pensar no ano seguinte), no seu aniversário e no verão, por norma também nos saldos e também a pensar no ano seguinte.

Este ano não comprámos nada no aniversário, estávamos em quarentena (Abril) e não achei necessário comprar nada visto que estaríamos muito tempo em casa.

Entretanto chegou o calor e fomos usando a roupa do ano passado. Por sorte ele cresce, mas não engorda muito, portanto a roupa acaba por servir. No entanto, o crescimento continua, e a roupa vai ficando mais pequena.

Em termos de calçado, as sandálias do ano passado já não serviam, portanto continuava a usar ténis. Mesmo estando a maior parte do tempo em casa, e andar descalço como é hábito aqui em casa, sempre que vamos aos avós ou dar um passeio, os ténis já são quentes.

Depois também precisava de cuecas. As que tinha eram poucas, comprei no ano passado quando tentámos o desfralde (ah, já não usa fralda 🙏🙏🙏 deixou durante o dia, e passadas 2 semanas +/- deixou a da noite também 🙏🙏🙏 tudo tem o seu tempo, não há dúvida 😊). Portanto teria de ir às compras.

Decidi fazer as compras on-line, numa loja que tivesse tudo, com bons preços. Andar a procurar em lojas físicas estava fora de hipóteses. Escolhi a Modalfa, pois já tinha feito encomendas na loja e fiquei sempre satisfeita.

As compras foram feitas na quinta à noite e na terça de manhã recebi o SMS a avisar que a encomenda já estava na loja. Escolhi a entrega na loja, por ter receio de não estar em casa para receber a entrega. Assim foi só ir à loja e levantar a encomenda, de forma muito rápida e tranquila.

Aqui está a imagem geral das compras.  Nas seguintes fotos podem ver os preços.


Bonés 3,99€ cada, pack de 7 cuecas 9,99€,
sandálias 15,99€

Conjuntos de calção e t-shirt 7,99€ cada

Calções de tecido 9,99€, pack de calções de algodão 9,99€.

Blusas de manga comprida 3,99€ cada

Pólo amarelo 3,99€, t-shirt azul escuro 2,49€, t-shirt branca 2,49€, t-shirt vermelha 2,99€.

Sendo assim, a criança ficou com 1 par de sandálias novas, n°26 (o pé do miúdo está grande), com 2 bonés (um acessório que gosto muito e que guardo todos desde o primeiro), 1 pólo, 2 blusas de manga comprida, 5 t-shirts, 5 calções e 7 cuequinhas. É tudo para 3/4 anos, portanto para o ano ainda irá vestir tudo, à exceção das sandálias e das cuecas, acho eu. No total gastei pouco menos de 90€. Por acaso não tinha nenhum talão de desconto para a loja, seria uma economia. 

Para as necessidades atuais é o suficiente, acho que são coisas giras e práticas para o dia-a-dia. 

Antes destas compras já tinha comprado os protetores solares na wells. Comprei os mesmos do ano passado, que gostei, mas este ano estamos a usar só um e quando este terminar é que abrimos o outro. No ano passado abrimos os dois e uma das embalagens foi para o lixo praticamente cheia. É desnecessário, já que a validade do produto é grande desde que não seja aberto. Depois de aberto é apenas de 6 meses. 

Pack de 2 protetores solares infantis, Biiderma, cerca de 17€ na Wells

É isto. Veremos no Outono o que iremos comprar, provavelmente serão ténis e botas, e algumas peças de roupa que estejam em falta. 

Onde gostam de fazer compras para as vossas crianças? E já vão a centros comerciais descontraidamente, ou preferem as compras online? 



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quinta-feira, 9 de julho de 2020

O DIA EM QUE O CORONA NOS BATEU À PORTA

(Post escrito a 1 de Julho)

O título já diz praticamente tudo, mas não se assustem, porque nenhum de nós ficou infetado.

Se estão a par das notícias, ou se vivem na zona, sabem que a Área Metropolitana de Lisboa teve um aumento significativo de casos positivos no último mês. Setúbal insere-se na AML, portanto estamos mais sujeitos a conhecer alguém que esteja infetado, ou mesmo, a sermos nós infetados.

Eu e o meu marido temos mantido uma postura, desde o início da quarentena, de muitíssimo cuidado. Evitamos ao máximo sair, só vou eu às compras, não bebemos cafezinho na esplanada como antes, não festejamos aniversários, desinfetamos tudo o que entra em casa, usamos a roupa uma vez e lavamos.

Andamos sempre com Álcool e usamo-lo vezes sem conta quando saímos. Mudamos muita coisa na nossa rotina, tudo porque achamos que esse é o caminho e a forma correta de fazer as coisas.

O Gonçalo está a precisar de roupa e calçado e eu ainda não tive coragem de ir às compras.

Não dou um beijinho, um que seja, aos meus pais, irmã e sobrinha há mais de 3 meses. O Gonçalo cumprimenta-os com um abraço a si mesmo e desde Março que não há um verdadeiro abraço.

Não vou visitar a minha avó ao lar, desde o início de Março. As visitas estiveram durante muito tempo suspensas, entretanto já houve visitas com marcações prévias, mas os donos do lar resolveram suspender novamente, e muito bem, devido ao aumento de casos nesta zona. Eu ia visitá-la para a semana e já não posso ir.

Estamos a precisar de várias coisas em casa (chávenas de café, colheres de café, facas de carne, fronhas de almofadas...) e aqui as lojas de decoração abriram há relativamente pouco tempo, mas nem me passa pela cabeça dirigir-me a uma para fazer compras.

Uma amiga até me convidou para dar uma volta nas lojas, e confesso que achei o convite absurdo. Noutros tempos era algo normal fazermos, mas agora não vejo qual era a necessidade de irmos as duas passear em lojas de decoração, ou do que fosse. Mesmo sabendo que o uso de máscara é obrigatório, que desifetam os cestos, etc... É algo dispensável, portanto não me faz sentido.

Já me perguntei várias vezes se tudo isto valerá a pena, se estaremos a exagerar, mas neste momento vejo que foi a melhor atitude a ter.

Já nos chamaram exagerados, "não é preciso tanto e vamos acabar todos infetados, portanto". Ouve-se de tudo. Mas como diz o ditado, os cães ladram e a caravana passa.

Há uma semana chegou a primeira pessoa com Covid-19 à empresa onde o meu marido trabalha. Não é da sua secção, o meu marido não teve contacto com ele, a probabilidade de estar infetado é mínima, mas é sempre um grande susto, uma grande aflição. Até à data não houve outros casos positivos, mas vão-nos chegando relatos de pessoas infetadas daqui e dali. A médica que falou com uma amiga nossa (quando se liga para a saúde 24 é feito um rastreio e passados 3 dias liga alguém da delegação de saúde da zona para tratar dos procedimentos) disse-lhe que Setúbal está numa situação caótica...

A festinha na Galé, ou Comporta como tem sido divulgado, deu nisto. Miúdos a irem com febre para lá (sem palavras...), miúdos a virem de lá doentes e a trabalharem no restaurante dos papás (ora na cozinha, ora no balcão, ora nas mesas...) miúdos a irem trabalhar para as lojas, e o belo do vírus a espalhar-se que nem gente grande. Afinal era no Norte que estavam as pessoas velhas e incultas e era essa a razão de lá existirem mais casos... Pois claro, como o Karma é lixado, cá estamos nós, os chicos espertos, jovens e com estudos a infetarem-se assim à grande e à francesa!

E o pior, o mais ridículo e revoltante, é alguém que tem taaannnto cuidado, que chegou a gastar 30€ de álcool num mês, que não dá um beijinho aos pais, que não deixa o filho com os avós, apanhar um susto por causa de gente irresponsável.

Eu sei, sei mesmo, que agora foi assim, mas poderia ter sido de outra forma qualquer, ou nem sabermos o porquê do susto. O colega do meu marido foi descuidado, no sentido de não se preocupar e achar que era exagero usar-se máscara no trabalho, por exemplo, mas teve um comportamento exemplar no sentido de assim que soube que tinha alguém próximo infetado, fazer o teste e informou a empresa ainda antes de ter o resultado. Por sua vez, a empresa teve uma postura que deixou muito a desejar, muito mesmo.

Portanto, não me venham com a conversa que quando isto terminar as pessoas serão mais amigas, ou que mundo estará melhor, porque não vai acontecer. As pessoas são mesquinhas, só pensam nelas e no próprio umbigo.

O melhor a fazer é ter todo o cuidado do mundo. Evitar riscos desnecessários. Não está tudo bem, não é um verão comum, não serão as férias que desejamos, e a coisa é grave.

Sinceramente não acredito que, por exemplo, as aulas comecem em Setembro de forma normal. Espero que até lá sejam pensadas outras medidas, que se inspirem noutros países, mas que não se caia no erro de fazer de conta que está tudo bem.

Por norma sou uma pessoa otimista, mas nisto não tenho sido. Ou melhor, não vejo as coisas tão cor-de-rosa como algumas pessoas. Sou da opinião que devemos ir voltando às nossas vidas (tem mesmo de ser, por todos os motivos), mas com precaução e principalmente, com respeito, que acho que é o que falta a muita gente.

Estou preocupada com o futuro, e sinceramente acho que o pior ainda está para vir. Só espero estar enganada!

(9 dias depois)

Como é perceptível pelo que escrevi, foram dias difíceis. Enquanto a delegada de saúde não contactou o meu marido, estivemos sempre em casa e mesmo o contacto entre nós foi muito reduzido.

Depois da delegada de saúde ligar, e de ter ouvido o meu marido, tirado todas as suas dúvidas e tudo mais, pudemos respirar de alívio, pois como era óbvio (por um lado) não havendo contacto próximo e/ou desprotegido com o colega, não havendo sintomas (febre, falta de olfato e/ou paladar, etc) e por terem passado mais de 10 dias depois do pouco contacto, não havia necessidade de fazer o teste ou de nos mantermos em casa. E de repente, a vida voltou ao novo normal.

Agora parece-me tudo muito distante, mas foram dias mesmo difíceis a nível psicológico. Felizmente não passou de um susto! Ufa! E o colega do meu marido foi um caso isolado, todos os testes deram negativo. Ele, segundo conta, está bem, apenas com sintomas leves.

Cuidem - se! 🙏🤗
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quarta-feira, 17 de junho de 2020

NOVAS ROTINAS DE LIMPEZA

Há muito que diminui significativamente o uso de detergentes. Basicamente uso detergente da loiça, detergente da roupa, amaciador de roupa, lixívia, vinagre e bicarbonato de sódio. Estes são os essenciais, nunca faltam cá em casa. Mas verdade seja dita, há coisas que estes produtos não conseguem fazer, ou pelo menos, não da forma fácil e prática que os produtos pensados para determinados problemas, fazem.

Amaciadores que comprei com 50% de desconto (3,50€ cada) é que durarão entre 5 a 6 meses. 


Além destes básicos, de vez em quando gosto de comprar um limpa vidros e um tira gorduras potente.


Os básicos, para a limpeza diária são fantásticos. Mas para a limpeza pesada não chegam. É certo que ter o cuidado de limpar com frequência diminui a necessidade de usar produtos mais abrasivos, mas de vez em quando tenho de dar a mão à palmatória e usar coisas mais fortes.

Tenho andado a fazer umas limpezas mais profundas cá em casa. Acho que descurei um pouco durante uns meses e agora começo a ver problemas que precisam mesmo de ser resolvidos.

Por exemplo, o nosso caixote do lixo e às escova da sanita (piaçaba) estão a enferrujar o que manchou o chão de ferrugem. Limpei com os meus básicos, e nada resolveu. Portanto tive de investir num detergente próprio para limpar ferrugem. Foi tiro e queda, limpou muito bem e já tenho outras zonas para usá-lo.

A nossa casa é húmida, e apesar dos cuidados, no fim do inverno há sempre zonas com bolor. A lixívia limpa, mas costumo comprar um produto que limpa ainda melhor. O cheiro é muito forte e é preciso algum cuidado para não exagerar no uso, mas que limpa bem, limpa. Também gosto de usá-lo para limpar o quintal, que é revestido a pedra mármore. Antigamente usava-se muito este revestimento no exterior, mas é uma pedra que absorve tudo. Até uma folhinha de uma árvore que seja pisada, vai manchar o chão. De vez em quando usamo-lo na limpeza do exterior e fica tudo muito mais limpinho.

O kiriko é ótimo para limpar bulor, e o Siril comprei propositadamente para limpar ferrugem do chão. 

A nível de móveis não costumo ser muito cuidadosa, confesso. Aspiro com a peça própria para esse efeito, ou passo um espanador agarra pó e está feito. Lá de vez em quando misturo num alguidar pequeno água morna com umas gotas de detergente da loiça e Vinagre, e com um pano microfibra bem escorrido limpo os móveis. Mas nos móveis que são mesmo madeira, é bom usar-se pontualmente um restaurador de móveis. Além de deixar os móveis logo com melhor aspeto, também os protege de crianças que atiram brinquedos pelos ares.

No chão de madeira, também convém de vez em quando passar uma cera. Eu não me dedico a encerar o chão como as pessoas faziam antigamente, mas uso uma cera acrílica na água de lavar (não é a forma indicada pelo fabricante, mas eu inventei) que ajuda a manter o chão mais brilhante.


A nível de roupa, comprei alguns produtos para me ajudarem na questão das nódoas. É que são nódoas do pai e do filho, ninguém merece!!! Quanto a estes ainda estou na dúvida se são mesmo bons. Acho que ajudam, mas não tanto como eu queria. De qualquer forma o pó com oxigénio do Lidl ajuda a manter a roupa no geral mais limpa. Fica tudo mais branquinho e lavadinho.



Para a limpeza da casa-de-banho, ou uso Lixívia ou a misturinha de Vinagre. Agora comprei um detergente com Lixívia. Há muito que não comprava, e tenho saudades porque limpa de outra forma. Faz espuma, e o cheirinho que fica também é muito bom.

Na limpeza da sanita, também costumo usar bicarbonato e Vinagre. Mas confesso que aqui gosto de usar produtos próprios com Lixívia. Acontece que ficam caros, portanto agora comprei uns blocos para colocar no autoclismo e em todas as descargas a água já vem com detergente. Desta forma cheira sempre bem e parece-me mais higiénico. Mas confesso, isto não é, de certeza, o produto mais ecológico do mundo. Nenhum é, tudo o que tem Lixívia não pode ser ecológico, mas aqui a pessoa não é de ferro e agora estava a precisar de usar estas coisas. Eu prometo que não é para sempre...


E este post surgiu precisamente por ver que de vez em quando fujo "aos meus princípios". Continuo a dizer que quero usar só, ou maioritariamente, produtos ecológico e de preferência feitos por mim. Mas agora, não sei porquê, senti necessidade de comprar muitos produtos e de mudar um pouco as coisas. Alguns tinham de ser (a questão da ferrugem não ia lá com diy) mas outros eram evitáveis. Talvez esta necessidade esteja relacionada com o tempo que vivemos, o ter de desinfetar tanto tanta coisa.

De qualquer forma, não são produtos para usar diariamente, portanto vão durar algum tempo e não pretendo, de todo, voltar a ser a consumista dos detergentes! 😊

Contem-me, preferem as misturinhas caseiras, os industriais, ou vão intercalando?

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terça-feira, 2 de junho de 2020

COISAS DE BELEZA

Com o passar dos anos tenho percebido que algumas das minhas preferências vieram para ficar.
Consigo ver isto a vários níveis na minha vida, desde as mais supérfluas até às mais profundas. Mas vou falar de coisas leves, descontraídas e simples como produtos e rotinas de beleza. Querem? Então preparem-se que o discurso é longo!!!

Como já devem ter lido por aqui, já fui aquela pessoa que comprava muita coisa. Tudo o que era novidade, promoção, lá estava eu a comprar. Nada que custasse grandes fortunas, pois sempre gostei de pechinchas, mas tudo somado... Foram muitas as vezes que não consegui usar tudo em tempo útil e tive de jogar fora, e foram também muitas as vezes que comprei e não gostei e que por isso também foi fora.

Aprendi às minhas custas que menos é mais e que para ter uma pele bonita qb e boa aparência não é preciso gastar fortunas.

Três coisas que aprendi, apliquei na minha vida e aplico cada vez mais, a nível de cuidados de beleza:

TER POUCOS PRODUTOS E USAR TODOS ATÉ AO FIM

 Tenho uma rotina de beleza simples e básica e fico-me apenas por alguns produtos. Sei que não tenho paciência para aplicar vários produtos, portanto prefiro ter poucos e usá-los corretamente todos os dias.

Tenho o cuidado de comprar produtos adequados à minha pele, e ao meu cabelo, à minha idade e à estação do ano, para que não desperdice produtos nem dinheiro.

Durante estes meses de quarentena terminei vários produtos. Entretanto já fui ao armário buscar alguns que não terminei no verão para que possa terminar agora. São produtos com cheiros e texturas agradáveis para o calor, preferi guardá-los para terminar nesta altura do que usá-los no outono/Inverno. Talvez ainda este mês compre novos, pois são coisas que gosto muito de usar no verão.

Produtos que não terminei no verão de 2019 e que estou agora a terminar. 

Dos que terminei, dificilmente comprarei agora algum, precisamente por serem cosméticos com texturas mais pesadas e com perfumes mais quentes, que são coisas que evito no verão. Tenho a pele oleosa, e apesar disso, no inverno gosto de texturas mais hidratantes, agora com o calor não os consigo suportar. Portanto gosto de mudar de cosméticos, incluindo perfumes, no verão e no inverno. Quando não os termino na estação pretendida, prefiro guardar para usar novamente no início da estação. Por regra são poucas quantidades, o que me permite usar ainda em tempo útil, já que a maioria das coisas tem 12 meses de validade.

Produtos terminados 

Produtos terminados


COMPRAR PRODUTOS MAIS ECONÓMICOS 

Hoje em dia há muitos produtos a preços muito acessíveis. Se antes tinha receio de usar produtos de marca branca, cada vez mais tenho confiança para o fazer. Tenho usado muitos e tenho ficado muito satisfeita com os resultados. De momento não vejo mesmo necessidade de gastar muito e cada vez mais defendo que a consistência na rotina é muito mais importante do que o valor dos produtos.

No fim de semana fui às compras ao lidl (supermercado que tenho preferido, pois os produtos no geral são muito bons, os preços também, despacho-me rapidamente e há controlo nas entradas de clientes ) e comprei vários produtos de higiene e beleza.

Gel de banho 1,79€, Creme matificante pele oleosa 3,99€, Leite solae matificante FPS50 2,99€, Óleo solar FPS20 Spray 4,99€, Batom clássico 1,49€, Discos desmaquilhantes 0,85€.

A maioria nunca tinha comprado, até porque habitualmente os produtos de higiene pessoal comprava no Auchan, mas para evitar idas a mais supermercados resolvi experimentar.

Desodorizante invisível roll on 0,79€, Desodorizante invisível spray 1,19€.

Comprei várias coisas para mim e para o meu marido, e ficámos os dois muito surpreendidos com a qualidade dos produtos. Foram todos muito acessíveis e até à data não temos razões de queixa.

Gel banho/Champô homem 1,19€, Desodorizantes homem 1,19€ cada. 

PREFIRO FAZER EU EM CASA

Sempre gostei de cuidar de mim, apesar de ter diminuído muito os cuidados comigo desde que fui mãe (algo que a pandemia e a quarentena têm ajudado a reverter). Desde miúda que faço a minha depilação, que arranjo as minhas unhas, que pinto o meu cabelo, etc.

Tive várias alturas em que pagava a uma profissional para o fazer, e não vou dizer que não gostava, mas também gosto de poder fazer quando me apetece, sem depender da disponibilidade de outras pessoas e por um valor muito inferior.

Hoje em dia só pago para cortar o cabelo, tudo o resto faço em casa. Não significa que não volte a ir a esteticista fazer a depilação, por exemplo, mas o facto de saber que se não puder, ou não quiser ir, consigo desenrascar-me bem sozinha, deixa-me satisfeita.

É importante ter as ferramentas necessárias para me armar em esteticista e cabeleireira, pois sem elas o resultado nunca será bom.

Em termos de depilação tenho uma máquina para cera roll on, que foi super barata numa loja de produtos de cabeleireiro e estética há mais de uma década. Desde que engravidei que a uso muito menos, mas tenho uma depiladora de corte que é a minha queridinha. Num instante me despacho, não dói nada, posso fazer a depilação no banho... É uma maravilha! (Depois de ter sido mãe fiquei muito mariquinhas, tudo me dói e eu não estou para isso...)

Depiladora feminina recarregável Selecline, Auchan, 12,99€.

Para a depilação no rosto, uso uma pinça para as sobrancelhas e para o buço compro tiras de cera fria. Super práticas, também são baratinhas, dói um bocadinho porque para mim o buço é a pior parte, mas rapidamente se tiram os pelos.


Para os pés, tenho uma lima, que também comprei numa loja da especialidade. Até foi carota, na altura, mas tem durado muito e é mesmo das boas. Ultimamente também não a uso com muita frequência, mas cuido dos pés para não chegarem a um ponto de ter cascos de cavalo... Esfolio, uso creme todos os dias, à noite aplico óleo de côco, essas coisas ajudam a mantê-los tratadinhos.

Nas mãos uso imenso creme hidratante, tenho um com proteção solar para usar fora de casa, que é muito importante para evitar manchas, e também as esfolio com alguma frequência.


Em termos de unhas, para as dos pés tenho uma tesoura para cortar, uma lima, um instrumento que desconheço o nome, para tirar as cutículas das unhas (só aquelas grossas que têm mesmo de ser retiradas). No Verão gosto de pintar as unhas dos pés (no inverno também, mas nem sempre o faço) portanto é importante ter uma base, verniz, top coat e óleo secante.

Nas mãos, até aqui não cortava as unhas, só as limpava, agora corto-as com corta unhas. Li algures que eram de se evitar as unhas grandes neste momento, e como também não sou fã, comecei mesmo a cortar. Confesso que tenho gostado e mesmo quando as pinto ficam giras. Tenho as unhas grandes, portanto mesmo curtas, o formato é bonito. Portanto, tenho uma Lima só para as mãos, um corta unhas, polidor (não sei se é assim que se chama, mas se serve para polir...) e a base, verniz, top coat e óleo que uso nas unhas dos pés.

A tudo isto junta-se algum tempo livre, paciência e uma dose de boa vontade. O resultado é (quase) sempre bom! 😊
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quinta-feira, 14 de maio de 2020

AUMENTO DE PESO - CONSEQUÊNCIAS DA QUARENTENA

A quarentena é o bode expiatório, não é? A culpa não é bem da quarentena, mas pronto...

Como falei num dos últimos posts, aumentei uns quilinhos nestes meses de quarentena. O problema, verdade seja dita, não são estes quilos, são estes juntos aos outros que aumentei depois de ser mãe.

Neste momento estou perto dos 80 quilos, sendo que tenho 1,77 m. O meu peso normal, antes de engravidar, rondava os 67, 68 quilos. Mantive-me nesse peso durante muitos anos, mas tive alturas de pesar 65, e até cheguei a pesar 63 há muitos anos (uns 12, talvez) numa altura em que ia ao ginásio todos os dias, comia pouco e vivia num stress constante no local de trabalho (pouco saudável, portanto).

Quando engravidei a primeira vez e correu mal (Podem ver neste post. O médico que me viu no dia do aborto, que me disse que não tinha batimentos, foi o médico que não detectou as anomalias na gravidez, do bebé sem rosto, em Setúbal!!!) refugiei-me muito no trabalho e não voltei a ter a rotina de exercício que era habitual.

Depois quando voltei a engravidar, estava um pouco acima do meu peso normal, mas nada de mais. Engordei 12 quilos na gravidez (cheguei aos 82), e ao fim de um ou dois meses do nascimento do Gonçalo, estava com 72. Tudo parecia bem encaminhado.

Ia fazendo algum exercício, algumas caminhadas, mas aquela rotina que tive noutros tempos, nunca mais voltei a ter. Há cerca de um ano que estava com 75 quilos, o peso que tinha com 4 meses de gravidez. Agora estou ali nos 78, 79.

Foram vários os fatores para este aumento de peso. Nas primeiras semanas de quarentena, fiz exercício quase todos os dias, estava entusiasmada com o facto de ter tempo. Mas em compensação também comecei a comer mais e pior, e aos poucos fui perdendo a vontade de fazer exercício.

- Comia imensos rebuçados, coisa que nunca foi hábito ter em casa. Quando digo imensos, eram mesmo imensos...

- Bebia café com açúcar. Há muitos anos que não coloco açúcar no café, mas com a quarentena e porque não havia promoções nas cápsulas de café, comprei café solúvel. E esse café só me sabia bem com açúcar. Passei de 2 ou 3 cafés por dia sem açúcar, para 2 ou 3 com açúcar.

- Fiz mais arroz doce (fiz e comi...) no 1° mês de quarentena do que num ano.

- O meu marido aprendeu a fazer pão, pão de leite e pipocas com caramelo (que são simplesmente viciantes).

- Bolachas com chocolate não têm faltado nesta quarentena. É habitual termos um pacote que dura algum tempo, agora tem sido demais. O cafezinho sabe-me bem com uma ou duas bolachinha, tenho fome como uma bolachinha, e assim se vai um pacote em 3 tempos.

Mesmo antes de me pesar percebi que estava a engordar, portanto comecei a ter algum cuidado para a coisa não avançar mais e começar a regredir.

- Primeiro cortei tudo o que não era hábito : não comprei mais rebuçados, deixei de colocar açúcar no café, pipocas e arroz doce só uma vez por semana, porque também não somos de ferro.
- As bolachas têm sido difíceis de abolir, mas tenho reduzido o consumo.

Depois tenho regressado a hábitos antigos, alguns muito simples mas que fazem muita diferença:

- Beber muita água.

- Usar creme hidratante depois do banho, todos os dias. É um cuidado que acho que faz muita diferença, a pele fica mais tonificada, é feita uma ligeira automassagem para aplicar o creme, que ao ser feita todos os dias ajuda a drenar um bocadinho, e nós apercebem-nos melhor das alterações do corpo.

- Tenho feito algum exercício. Não tem sido diário, mas para já não estou exigir isso de mim. Só que faça 3 vezes por semana já fico satisfeita.

- Depois do jantar faço questão de realizar muitas tarefas, para não ir cedo para o sofá. Sempre faço alguma atividade, estou sempre em movimento e não estou a vegetar no sofá. E no fim fica tudo limpinho e cheiroso, que também sabe bem.

- Tenho reduzido a quantidade do que como. Quando acabava a refeição sentia sempre que tinha comido além da conta, coisa que antes não fazia.

- Evito ao máximo comer depois do jantar. As tais bolachas e pipocas sabiam bem quando? À noite, no sofá a ver TV. Agora não tem acontecido, tenho feito mesmo um grande esforço por não andar a petiscar, pois sei que engorda, é desnecessário, não é saudável e depressa se transforma num hábito regular.

- Evito comer pão todos os dias ao pequeno almoço. Tenho optado por Iogurtes e fruta, batidos verdes e o pão com manteiga e o galão têm ficado para as exceções.

Sei que preciso de ter mais cuidado com o que como, não só por questões de peso, mas também, e principalmente, por questões de saúde. Nas últimas análises que fiz o colesterol, trigliceridos e glicemia estavam um pouco acima do normal. O que combinei com a minha médica era ter cuidado com a alimentação para não ter de fazer medicação. Agora, com o que tenho comido, acredito que os níveis não estejam melhores. Tinha consulta na semana passada, mas estão a cancelar as consultas de rotina por causa da pandemia. Só me resta ter cuidado e atenção ao que como.

Nunca fui de fazer dietas, nem é o que pretendo fazer. Pretendo mesmo cuidar da minha saúde como um todo.

Estou a precisar de alguma motivação para fazer exercício. Nunca me senti assim tão desmotivada, muito pelo contrário. Acredito que sejam estas circunstâncias todas a influenciar. De qualquer forma, se não faço mais exercício, que era o ideal, tento mexer-me de outras formas, nomeadamente com as tarefas domésticas.

Tendo consciência que tenho de ter alguns cuidados, acredito que aos poucos as coisas vão voltando ao normal e talvez com o calor (que teima em não chegar) a vontade de treinar seja maior.

Agora se me perguntarem se me sinto gorda ou feia com estes quilos a mais, digo-vos que não. A roupa continua a servir-me, embora um pouco mais justa, o que até fica melhor em certos casos. Onde noto mais que engordei é nas costas e braços. Tenho um belo lombo, neste momento! 😅 Mas independentemente disso, não quero continuar a engordar assim como quem não quer a coisa e depois andar desesperada por emagrecer daqui a uns anos. Percebem?

E vocês meninas, sentem que engordaram com a quarentena? Têm motivação para fazer exercício? Têm dicas?

O Gonçalo tem uma dica, aqui fica:
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terça-feira, 12 de maio de 2020

TER SAÚDE FINANCEIRA COMO TRABALHADOR INDEPENDENTE

Vivemos um momento de crise económica. Talvez o pior esteja para vir, mas não há como negar que passamos todos por algumas dificuldades.

Não é a primeira crise económica que vivemos nem será a última. A vida é cíclica e estas crises vão e voltam.

Lembro-me de outras épocas de crise económica quando era miúda, de ouvir em conversas de adultos, mas desde que comecei a trabalhar, depois de terminar a licenciatura, esta é a segunda que passo.

Na primeira não tinha estabilidade profissional (muito menos económica) trabalhava há poucos anos, sendo a maioria dos anos passados em estágios obrigatório, não remunerados ou mal pagos, e passei por várias dificuldades. Serviram-me para aprender muita coisa. E agora, apesar da instabilidade que também atravesso profissionalmente, de não saber muito bem o que me reservam os próximos meses, posso dizer que me sinto muito mais segura.

Como trabalhadora independente não tenho, nas alturas normais, as "regalias" que outros trabalhadores têm. Não há subsídios de alimentação, férias, Natal. Não há ordenado quando não há trabalho, etc. Mas isso faz parte, e é algo que temos de aprender a contornar. Contornando isso em alturas boas, será muito mais fácil ultrapassar fases de crise.

A melhor forma de ter uma vida profissional estável, é consequentemente saúde financeira, é valorizando o nosso trabalho. É tornar o nosso trabalho valioso ao ponto de outras pessoas disponibilizarem-se a pagar pelos nossos serviços.

A meu ver, o primeiro passo é evitar ser aquela pessoa que aceita fazer qualquer coisa.
Há que ter plena consciência das próprias capacidades e das limitações, e quando uma pessoa se predispõe a fazer vários trabalhos, acaba muitas vezes por não dar conta do recado, correndo o risco de ficar conhecido por aceitar fazer tudo e nunca terminar, ou por fazer mal feito.

"Trabalhe para que os seus clientes o procurem por ser o melhor e não o mais barato."

Depois é cobrar um preço justo, tanto para o trabalhador como para o cliente. É aqui muitas vezes a porca torce o rabo. Não é fácil saber o valor a cobrar e muitas vezes as pessoas cobram o que outros colegas de profissão cobram.

O cliente, em principio, não está a pagar só pelo nosso trabalho. É preciso calcular todos os gastos inerentes ao nosso trabalho para que o valor seja justo, e não se caia no erro de cobrar 6 e depois gastar meia dúzia.

Há uns anos fazia a depilação das sobrancelhas e do buço numa esteticista que usava a técnica da linha. Um dia uma amiga minha foi comigo para ver como era o processo e ver se lhe interessava também fazer. Quando saímos da esteticista, a minha amiga comentou mais ou menos o seguinte: "Já viste quanto é que ela ganha? Cobra 8 euros e vai ali aos chineses comprar a linha por 2. O lucro que ela tem... Não gasta quase nada em material. "
Este pensamento é típico, a questão é que a esteticista não estava a cobrar só pela linha que gastava. Para me arranjar o buço e as sobrancelhas o que é que ela usava? Tinha um espaço que tinha de pagar, tinha a luz do teto, a luz com lupa (não sei o nome técnico) para ver os detalhes, tinha uma marquesa com papel descartável, que mudava a cada cliente, tinha um creme calmante para colocar depois da depilação e teve de aprender a técnica para poder fazer a depilação com linha, que provavelmente lhe custou dinheiro. Isto foi o mínimo que ela usou para realizar aquele trabalho. Se pensarmos assim, o valor não era justo? Tudo o que a esteticista usou teve de ser pago. Obviamente que vai ser pago pelo cliente, pois caso contrário não valia de nada a pessoa trabalhar.

Quando se cobra um preço abaixo do que é justo, acaba-se a dizer coisas do género: "Para o que ganho está muito bom", " Para o que pagam já faço muito". Isto não é um bom presságio e é quase certo que o negócio assim não vinga.

Por último e não menos importante, fazer os seus descontos. Tenho visto muita gente a queixar-se de não ter ajudas por parte da segurança social nesta altura. Mas são pessoas que não fazem descontos. É certo que há muita gente a receber indevidamente, etc, etc, etc. Mas nós temos de nos precaver. Ter atividade aberta, passar faturas e pagar as suas contribuições, é uma forma de termos também algum apoio por parte do estado quando precisamos. Se queremos ter direitos temos de ter obrigações.

Ainda há as questões óbvias, que são importantes para trabalhadores independentes ou não.

Ser pontual, sério, de confiança, dar a cara quando erra, fazer aquilo a que se compromete. São características que, de certeza, não trarão problemas e serão muito úteis em tempos de crise.



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