domingo, 16 de junho de 2019

É PRECISO MUITO DINHEIRO PARA CUIDAR DA PELE?

Acho que não! Já achei que sim, já comprei muitos produtos caros, mas resolvi dedicar-me mais um pouco aos produtos caseiros e posso afirmar, com convicção, que não precisamos gastar muito dinheiro para cuidar da pele.

Trago-vos 3 produtos, completamente caseiros, super fáceis de fazer, super económicos, ecológicos, não testados em animais e com pouca produção de lixo... Não foram inventados por mim, e possivelmente já os viram por aí várias vezes na internet.



Mas vamos lá.

O primeiro, já vos falei dele. Água de arroz. Dizem que é um ótimo tónico, que clareia a pele, limpa, tonifica, etc. É muito simples de fazer. Basta-nos ter arroz branco e água. Coloca-se meia chávena de chá com arroz e cobre-se com água. Já li que bastava repousar 40 minutos, mas prefiro deixar no frigorífico durante a noite. Fiz várias experiências para chegar a esta conclusão. Depois coa-se o arroz e aproveita-se a maravilhosa água. Já usei vaporizadores para armazenar a água, mas agora coloquei num frasco de vidro e parece-me que dura mais. Guardo no frigorífico durante uma semana, no máximo, e uso de manhã e à noite como tónico.

Depois vamos aproveitar o arrozito. Nada se estraga, certo? Vamos aproveitar este arroz para fazer farinha de arroz. Convém secar um pouco o arroz e depois basta coloca-lo num processador, liquidificafor, picadora, bimby... o que tiverem que "pique" o arroz. Eu uso uma picadora e resulta muito bem. Se por acaso o arroz estiver muito húmido, a farinha vai ficar granulada, mas pode ser usada. De qualquer forma se ficar mais em pó, é mais agradável. Seguidamente basta colocar-se num frasco de vidro e guardar no frigorífico. Não sei bem qual é a durabilidade, mas se não fizerem muita de cada vez e usarem, nem precisam de se preocupar com isso, pois num instante se gasta.
E esta farinha serve para quê? Serve para fazer uma máscara simplesmente divinal.
Os ingredientes da máscara são:
• 2 colheres de café de farinha,
• 1 colher de café de leite,
• 1 colher de café de mel.
Misturam-se todos os ingredientes e aplica-se a máscara na pele bem limpa. Deixa-se repousar durante 20 minutos, ou o tempo da máscara secar, e retira-se com água.
Também podem fazer sem o mel, mas confesso que prefiro com os 3 ingredientes. Caso a consistência esteja muito líquida é só acrescentar farinha de arroz.
As vantagens desta máscara são muitas e pelo que vi qualquer pessoa pode usar. Mas eu experimentei por causa das manchas. De qualquer forma é uma máscara tonificante, clareadora, refirmante, anti-idade e anti-acne. Da minha parte, posso afirmar que a pele fica linda depois deste tratamento. E nota-se realmente um leve clareamento.
Além de máscara de rosto, pode ser usada em qualquer parte do corpo, nomeadamente naquelas zonas que escurecem por causa da depilação, como axilas e virilhas. Pode ainda ser usada como esfoliante, apenas devem evitar a esfoliação nas zonas com melasma, ao que parece pode piorar.
Este tratamento pode ser feito duas vezes por semana. Eu só tenho feito uma vez, mas já posso dizer que estou rendida.

Por último venho falar-vos do desodorizante que tem salvado os meus dias.
Desde que fui mãe que tenho tido alguma dificuldade com desodorizantes. Há dias que cheiro mal, pronto. Não há forma bonita de dizer isto. Parece que não tomo banho há dias. Claro que isto é desconfortável, e depois ter usado vários produtos, de ter usado bicarbonato de sódio, de ter usado óleo de coco, lá resolvi fazer o tão famoso desodorizante de óleo de coco e bicarbonato de sódio. E minha gente, resuuuulllta muito bem. Tem sido a minha salvação. A receita é muito simples:
• Num frasquinho coloca-se a mesma quantidade de óleo e bicarbonato, mistura-se e já está. Podem acrescentar algumas gotas de óleo essencial, se preferirem algo cheiroso. Eu uso simples e gosto assim, cheira apenas a côco.
Por enquanto ainda não guardo no frigorífico, mas no verão é bom fazê-lo, para manter o desodorizante sólido.

Neste momento tenho uma rotina de pele muito simples e económica. De manhã lavo o rosto no banho com uma esponja konjac da Yves Rocher. Não é necessário usar nenhum produto de limpeza, embora também se possa usar, e se a esponja for bem cuidada dura pelo menos 3 meses.

A seguir vaporizo o rosto com água. Até aqui usava água termal, mas comprei uma água tonificante no Jumbo, da marca Cosmia, que também estou a gostar muito e é muito mais barata que a água termal. Ajuda a refrescar e gosto de reaplicar durante o dia.

Como hidratante uso protetor solar. De momento uso um da Garnier, mas desde que tenha fator 50 e não me deixe a pele oleosa e pesada, qualquer um serve. Neste momento (há uns anos, na verdade) há uma grande controvérsia em relação aos protetores solares, por terem demasiados químicos e, segundo algumas pessoas, ter influência nas manchas de rosto que tanta gente se queixa. Confesso que ainda sou muito cautelosa em relação a este assunto, e de momento, prefiro os malefícios do protetor solar, do que os malefícios do sol. De qualquer forma há produtos mais ecológicos que outros, e pretendo repensar as minhas escolhas. Para já tenho este e vou usá-lo até ao fim.

À noite, caso tenha usado maquilhagem, desmaquilho-me com óleo de côco. Retiro com uma tolha turca húmida e a seguir lavo bem o rosto com um sabonete de argila. Caso não tenha usado maquilhagem, salto a etapa do óleo. Depois de lavar, passo o tónico de arroz e a seguir hidrato com óleo de côco.

E é esta a minha rotina diária. Uma vez por semana faço a máscara e já está.

Simples e eficaz!
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segunda-feira, 10 de junho de 2019

YOGA - FEITO É MELHOR QUE PERFEITO NÃO FEITO

Desde que engravidei que não consegui voltar a ter uma rotina de Yoga consistente. Já tive alturas de conseguir praticar alguma coisa, parar, voltar, mas aquela prática diária, ou quase, não voltei a ter.

Há uns dia tomei uma decisão. Como noutras tantas coisas da vida, também aqui acho que é melhor fazer alguma coisa do que nada. Também aqui é melhor o feito do que o perfeito não feito. Então resolvi voltar à minha prática diária.

Comecei na segunda. E nesse mesmo dia decidi que ia fazer todos os dias, logo de manhã, pelo menos 2 saudações ao sol. Não é muito, mas é o suficiente para despertar o corpo, para alongar um pouco, para respirar melhor e para trabalhar a atenção plena.

Na segunda passada fiz 6 saudações ao Sol. Logo no início, quando me dobrei para tocar no chão, não consegui. Senti as costas pouco flexíveis... Pensei: "Ups, estou mesmo a precisar disto..."

No dia seguinte acordei com dores musculares, parecia que tinha feito uma aula e tanto. Já fiz mais algumas posturas pelo meio e mais uma vez verifiquei a minha dificuldade em fazer coisas que antes me eram tão fáceis.

Tenho praticado um pouco todos os dias. Nuns dias faço uma prática mais rápida sem estar muito tempo na mesma postura, noutras faço tudo com mais calma. O que interessa é fazer todos os dias.

Sabe-me bem e sei que com este pouco diariamente virá o hábito de fazer sempre. Com o tempo virá o tempo para fazer uma prática maior, com direito a meditação no início e no final, com direito a um relaxamento a sério no final.

Para já o objectivo é este: fazer todos os dias um bocadinho.

Há dias que faço de pijama, outros de roupa interior. Não me preocupo em colocar o tapete de yoga, faço mesmo no tapete da sala. E o facto de não me preocupar com o equipamento ou com o tapete e atmosfera geral, ajuda-me a não desistir, ou a não deixar para mais tarde.

E assim vai. O feito é sempre melhor que o perfeito não feito, até no yoga!

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sábado, 25 de maio de 2019

INFANTÁRIO, MÉDICOS E CRÍTICAS

Não escrevo no blogue há umas boas semanas e hoje resolvo trazer um tema extenso e complexo!

Bom dia minha gente!

Comecemos pelo início.

O Gonçalo fez dois anos em abril. Como é comum, teve a consulta dos dois anos na pediatra e também na médica de família.
Até aqui todas as consultas têm corrido bem, ele é sempre cooperante. Desde cedo percebi que preferia a pediatra à médica de família. No entanto, nesta consulta, assim que entrou no consultório da pediatra o rapaz desatou a chorar... e chorou, chorou, chorou. Só acalmou quando percebeu que íamos sair, aí conversou, deu 5 à médica, riu... enfim.

Fiquei com a nítida sensação que a médica achou-o anti-social. Frisou algumas vezes as vantagens do infantário, perguntou se vamos ao parque com ele e se convive com crianças. "Aproveitem o bom tempo para passear com ele, hoje em dia as crianças estão muito em casa..."

Não é de todo o caso do Gonçalo. Apesar de não estar no infantário, ele convive com crianças. Vamos muito ao parque, vivemos ao lado de um, com uma escola e um atl. Nesses dias ele brinca com muitas crianças, todas em idade escolar, mas que o estimulam muito. Também vamos a outros parques ao fim de semana. Nesses brinca com crianças da sua idade, conheça-os ou não. Mete conversa, ri, interage bastante, o que me faz pensar que está no bom caminho e que não tem problemas de socialização.

Quanto ao estar muito tempo em casa, só se o tempo não permitir brincadeiras na rua. E disse isso à pediatra. Tem muito espaço para correr, sabe ir apanhar morangos e hortelã à horta, vai tirar os ovos das galinhas, vai alimentar os coelhinhos... corre tanto durante o dia, que ao fim do dia, bem... tem meeeesmo de tomar banho, se é que me entendem!

A brincar no jardim da avó!

A apanhar favas na horta dos avós!

A brincar com slime, com a prima!

Depois vem a questão da fala. O Gonçalo diz palavras soltas, quando entende que deve dizer. Não faz frases e as suas conversas são autênticas espanholadas, já que ninguém percebe nada... ou talvez não, porque quem convive diariamente com ele percebe mais ou menos, nem que seja o tema da conversa.

Nesta semana, foi a vez de ir à consulta da médica de família. Digo-vos muito sinceramente, cada vez gosto menos de ir ao centro de saúde. Fiquei farta das secas durante a gravidez, já apanhei bastantes com ele e, pior, há sempre espaço para críticas.

Fomos atendidos por uma enfermeira jovem, que por acaso conhecia de vista dos tempos de escola (mas ela é mais nova que eu). Na avaliação ao Gonçalo estava tudo bem, à exceção da fala.

As questões foram mais ou menos estas:
- Sobe e desce escadas sozinho?
- Sabe rabiscar?
- Já tenta levar a colher à boca?
- Usa fralda?
- Pede para fazer xixi?
- Gosta de lavar os dentes?
- Sabe dizer o primeiro nome?
- Constrói frases?

As minhas respostas foram:
- Sim.
- Sim. (Ao que ela respondeu, "ah, mas vamos ver" - e deu-lhe um lápis e um papel que ficou rabiscado em 3 tempos...)
- Já come sozinhoantes dos 18 meses.
- Sim. (e ela pergunta espantada "ainda usa fralda?! ")
- Não.
- Gosta.
- Diz Gongon. Mas só quando quer.
- Não.

Antes de tudo isto houve a derradeira questão : ele está no infantário?

Depois do "diagnóstico" veio outra questão: "Já pensou em pô-lo no infantário?" Ao que respondi que sim, aliás, antes de fazer 1 ano pré-inscrevi-o num infantário, mas mudei de ideias e além disso não teve vaga.

Posto isto veio a lavagem cerebral. Foram descritas todas as vantagens de um infantário, não fosse eu uma pessoa fora do contexto social que não percebesse as vantagens de um infantário... Ouvi tudo, sorri, mas não respondi. Por fim diz-me: "Isto é apenas a minha opinião, claro que a decisão é vossa. " - a sério?!
Depois ainda me perguntou quando estava a pensar pô-lo no infantário. Eu disse que era aos 3 anos e a enfermeira voltou a insistir para pô-lo em Setembro...
Como viu que a minha postura não mostrava grande interesse disse que assim ele ficava atrasado na fala e teria de fazer terapia da fala. Oh Meu Deus! Conheço pelo menos 3 miúdos que foram para o infantário com cerca de 6 meses e andam na terapia da fala, cada um pelas suas razões. Portanto o infantário não é solução para todos os males da sociedade. E as crianças que fazem terapia da fala não são, com certeza, todas as crianças que foram aos 3 anos para o infantário ou que começaram a falar tarde, digo eu.

A minha sobrinha, por exemplo, foi para o infantário quase aos 4 anos e com a idade do Gonçalo dizia tudo. Ou seja, nem sempre o facto de não estar no infantário significa atrasos na fala.

Depois veio a consulta com a médica de família. Também disse que o infantário era bom para desenvolver a fala, mas não insistiu. Aqui o problema foi a roupa. O consultório está sempre, sempre um forno. Nota-de uma diferença enorme da temperatura do consultório para a sala de espera, portanto a dra acha que está aquela temperatura em todo o lado. Faz sempre a mesma observação: " Ele está muito vestido!"  Eu até revirei os olhos! (Na primeira consulta dele, com apenas uns dias, a conversa foi logo esta. Até a enfermeira me disse para ignorar). A minha paciência já estava no limite, e respondi. Respondi torto e disse que o vestia conforme a temperatura da rua, e por acaso estava frio nesse dia, e não a do consultório que está sempre abafado. A dra disse que devia vestir um casaco para poder tirar, e eu disse que a blusa também podia tirar. Por fim a sra dra diz: No inverno deves vestir-lhe um edredão... E eu disse: "Se for preciso!" Sinceramente, acham que isto é conversa de um médico? Tudo bem que ela é minha médica desde os 7 ou 8 anos, mas não sou propriamente criança. Este tom acusatório, crítico, tira-me do sério.
A conversa da roupa ficou por aqui, mas é uma constante. Para além de não concordar, o que realmente me chateia é a necessidade de criticar. Há sempre alguma crítica. Por estas razões é que muitas mulheres andam sempre ansiosas a achar que são más mães.

Bem, mas agora vocês também podem estar a perguntar-se porque é que o Gonçalo não está no infantário. E vou explicar-vos, não que esteja à espera de aprovação, mas porque acho sempre benéfico partilharmos, e pode alguma de vós estar também com estas questões existenciais.

Sou plenamente de acordo que uma criança no infantário adquire competências que uma criança que está com os avós não adquire. Conheço crianças com a idade do Gonçalo que falam e até já sabem alguns números em inglês. Ele não sabe, mas conta até 2 em português 😊. Mas também sou da opinião que uma criança que está com os avós, tanto maternos como paternos, que tem imenso espaço para correr e brincar, que faz as mais variadas coisas que uma criança num infantário não faz, também adquire competências que uma criança num infantário não adquire.

Eu cresci com os meus avós, tanto a estar no dia-a-dia com eles, como a passar férias nas suas casas. Tenho muitas recordações dos meus avós e é algo muito importante para mim. Agrada-me muito dar a oportunidade ao Gonçalo, e aos avós, de criar estes laços com pessoas tão importantes. A ligação à família é muito importante para mim. Se estivesse no infantário não era a mesma coisa.

A questão de eu ter manhãs livres, também pesou nesta decisão. Quando pensei em inscreve-lo, uma das coisas que me angústiava era pensar em leva-lo de manhã, quando podíamos estar juntos. Também podia leva-lo mais tarde, mas para isso não estava a pagar as pequenas fortunas que se pagam. Depois pensava que também podia aceitar mais trabalho, mas comecei a prever os nossos dias. Correrias de manhã para leva-lo à escolinha e para ir trabalhar, ir busca-lo só ao final do dia, dar banho, fazer jantar e ao fim de um bocadinho leva-lo para a cama. A conta bancária poderia estar mais cheia, mas o coração não.

Almoçamos praticamente todos os dias juntos, os três, e gosto de aproveitar o tempo que temos para estar juntos. Sei que se ele estivesse no infantário eu também teria mais tempo para outras coisas, para organizar melhor a casa, para fazer exercício, etc. Mas parece-me que se olhar para trás daqui a uns anos, vou preferir lembrar-me dos momentos que passei com o meu filho, do que no facto de ter conseguido ter a casa bem arrumada e organizada.

Portanto, pondo tudo na balança, achei que esta seria a melhor solução para já. Ele irá falar no seu tempo, irá aprender inglês no seu tempo, e até lá temos muito tempo para a brincadeira livre, para os mimos dos avós, e por aí fora.

Ontem um explicando meu, de 7 anos, perguntou-me se o Gonçalo está na escolinha. Quando lhe disse que não ele respondeu: "Ah, então o Gonçalo é um sortudo. Ainda não tem de se preocupar com horários, nem nada..." - Acho que esta observação diz muito!
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terça-feira, 16 de abril de 2019

QUARTO BABY BOY - PROJETOS DIY

O quarto do Gonçalo tem ocupado a minha atenção nos últimos tempos. A coisa tem-se desenvolvido devagar devagarinho, pelas mais variadas razões. Ainda não está no ponto, mas pergunto-me se estará, e por isso mesmo venho partilhar algumas coisinhas.

Como referi no último post sobre o quarto (podem ler aqui), ficámos com vários móveis da minha sobrinha. O objetivo foi sempre dar-lhes uma cara nova, sem que fosse algo definitivo, pois não pretendo ficar com os móveis para sempre e se a minha sobrinha quiser vender, ou reaproveita-los, será mais fácil se estiverem com a imagem original. Sendo assim, optei por usar papel autocolante para dar uma nova imagem.

O roupeiro era rosa choque, muito em voga há uns anos, branco e de madeira.
Mantive o branco e a madeira e escondi o rosa choque, que ficou cinzento claro e preto.

Temos ainda dois roupeiros brancos sujo, que não são propriamente bonitos, mas que nos dão um jeitão para arrumação. Não queria deixa-los assim com este ar deslavado, por isso encarreguei a minha sobrinha de decorá-los com uns triângulos de forma aleatória. Também fizemos uns olhinhos fechados e o resultado animou bastante o Gonçalo, que assim que entrou no quarto fez: "Aaahhh!"
Confesso que gosto mas não adoro! Mas a qualquer momento podemos alterar a decoração, portanto não há problema!

Antes - Durante as obras, limpezas e arrumações.
Depois - Já com os roupeiros "novos".


Depois tinhamos outro móvel, que ao que parece é um roupeiro de bebé, que é branco, e tem uns ursinhos em tons de rosa, amarelo e azul. Este sempre achei bonito, mas os ursinhos não tinham nada a ver com o que pretendia para o quarto. Resolvi escondê-los (de início pretendia fazer uns bonecos, mas desisti porque iria demorar muito tempo) com autocolante cinza e preto.

Antes - O roupeiro é a mesa de cabeceira com os desenhos originais. 

Depois - O roupeiro com as montanhas cinzentas e pretas.
Temos ainda a mesa de cabeceira, que faz conjunto com este roupeiro pequeno. Esta continua original, à espera de oportunidade para ser alterada.

Aproveitei também umas molduras velhinhas, que estavam no meu quarto de solteira na casa dos meus pais. Têm mais de 15 anos. Comprei um spray numa loja de chineses, e o meu marido pintou-as. Ficaram como novas. Aqui coloquei uma frase e um desenho, feitos à mão por mim, e o primeiro "desenho" do Gonçalo.

Antes - As molduras com mais de 15 anos.
Depois - As molduras pintadas.


A cama foi totalmente improvisada, mas tem feito sucesso.
Quando comecei a procurar inspirações para o quarto, pensava em colocar a caminha de grades. Com o tempo percebi que o Gonçalo está muito crescido, que eu não ficaria descansada com ele a dormir noutro quarto e a tentar sair da cama, etc. Depois pensei numa cama Montessoriana, que pudesse colocar já no quarto e continuar com a de grades no nosso quarto, para irmos fazendo a transição. Mas estas camas são caras e não encontrei nenhuma aqui perto.  Entretanto houve uma estrutura no DeBorla, que apesar de não ser uma cama, tinha tamanho para colocar lá o colchão da cama de grades. O problema foi ter esgotado e apesar de me terem garantido que voltariam a ter, nunca mais encontrei. Dito isto, resolvi usar o que tinha. Trouxe o colchão da caminha de grades da casa da minha sogra e coloquei-o dentro da tenda que já tinha comprado. Et voila, fez-se uma cama pseudo montessoriana.




E assim temos o quarto do Gonçalo. Temos muita arrumação, uma cama que apesar de ainda não ter servido para dormir, serve para descansar e brincar, temos muito espaço livre para brincar, que a meu ver é essencial, e temos muita luz natural pois o cortinado branco assim o permite.

Nada disto é definitivo, pois o quarto tem de crescer com o seu dono. Tudo vai sendo alterado à medida que o Gonçalo for crescendo e os seus gostos e necessidades forem mudando.
Já me perguntarem porque não comprei uma mobília nova, já que existem mobílias tão baratas hoje em dia. A questão não é o dinheiro e até fico triste por ver que as pessoas resumem tudo a dinheiro. Neste momento não faz sentido para mim comprar uma mobília, cara ou barata, sabendo que daqui a uns tempos queremos mudar alguma coisa. Por outro lado eu gosto muito desta coisa de fazer algo com o que se tem, de dar nova cara às coisas, de alterar com frequência. Também acho que é um desperdício, andar a comprar comprar, para depois vender, ou arrumar numa arrecadação.

Ele vai ter uma cama nova (outra, porque a primeira foi nova), e um quarto mobilado de forma tradicional... ou não... 😉
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domingo, 7 de abril de 2019

AUTOCUIDADOS PARA DIAS MENOS BONS

Imagem retirada do Pinterest 

Há uns dias acordei a sentir-me em baixo. Com pouca energia, tinha dormido pouco, sentia a cabeça cansada... Felizmente estes dias não são frequentes, mas é normal todos nós termos dias não. Gosto sempre de ultrapassar as coisas de forma tranquila e também para estes dias tenho os meus truques e estratégias.

TOMAR UM BELO BANHO APÓS ACORDAR
Gosto de tomar banho de manhã, mas é raro fazê-lo assim que acordo. Normalmente tomo o pequeno-almoço, cuido do Gonçalo e só depois é que me dedico a um banho rápido. Neste dia aproveitei que acordei mais cedo e fui diretamente para o banho. O acto de lavar o corpo, de lavar o cabelo, sentir a água quentinha nas costas, sentir o cheirinho dos produtos, dá logo uma nova energia.

CUIDAR DA PELE
É algo habitual na minha rotina, mas nestes dias faço mesmo questão de me dedicar a hidratar bem a pele. Passar hidrante no corpo todo, limpar bem o rosto e hidrata-lo bem, com direito a automassagem, é algo muito aconchegante. E mantenho-me assim, simples e sem maquilhagem todo o dia.

ATENÇÃO PLENA
Ter atenção plena pode ser difícil, mas quando praticado com frequência o resultado é magnífico. Basta-nos focar no momento e na tarefa que estamos a realizar. Nestes dias é bom, porque direcionamos a nossa atenção para coisas diferentes das que originaram o nosso dia menos bom.

BEBER CAFÉ 
Adoro café! Tento não abusar, mas beber um bom café dá-me realmente muito prazer. E claro que nestes dias, beber uma chávena de café com atenção plena, é um momento muito agradável.

DAR UM PASSEIO
Apanhar ar, ver a natureza, apanhar sol... e quando não é possível, e neste meu dia menos bom chovia que chovia, basta-me olhar pela janela. Adoro!!! Ver a chuva a cair, o céu cinzento, e estar no meu aconchego, é algo que me transmite tanta, mas tanta tranquilidade! E já transmiti este gosto ao Gonçalo. Passamos imenso tempo à janela!

LER E ESCREVER
São duas coisas que gosto muito de fazer e que me ajudam muito a recarregar as energias. Gosto de ler sobre coisas que me inspirem, e como já vos disse noutro post, de momento leio muito sobre yoga, estilos de vida minimalistas, desapego.
Por seu lado, a escrita também me ajuda muito a pôr as ideias no lugar. E a escrita não tem de ser nada formal, às vezes basta-me escrever tópicos de um post para o blogue. Gosto de escrever no meu diário da gratidão e mais recentemente comecei a dedicar-me ao journaling (uma espécie de diário, de que posso falar noutro post, pois é muito recente).

PRATICAR YOGA
Já esperavam por esta, não é? Gosto sempre de praticar yoga, mas nestes dias dedico-me a uma prática mais relaxante e tranquila. À noite faço saudações à lua, próprias para acalmar e preparar o soninho descansado.

E é isto meninas. O que fazem quando estão num dia menos bom?

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domingo, 24 de março de 2019

O ESTADO DAS MINHAS UNHAS DEPOIS DO GEL E VERNIZ GEL

Há um mês e meio retirei o gel das unhas (podem ver os posts sobre o assunto na etiqueta "unhas"). Na altura fi-lo por questões práticas, por ter dúvidas se realmente gostava do efeito ou não, mas nunca pensei ficar com as unhas no estado em que estão.


No dia que retirei o gel, a esteticista disse-me que ficava uma camada fininha de gel que saltaria da unha com o tempo. Isto para não deixar a unha muito fina. O gel começou a sair ao fim de um ou dois dias. A sensibilidade era tanta, que até lavar a cabeça me magoava a ponta dos dedos.

Durante um mês e meio as unhas praticamente não cresceram e o pouco que crescem, parte-se. Estão muito moles e mesmo curtíssimas como estão, elas dobram ao mínimo toque. É desesperante! Sempre tive as unhas fortes, sempre cresceram muito (foi uma das razões de não gostar do gel, por se notar o crescimento), e depois de duas utilizações de verniz de gel e duas de gel, ficam irreconhecíveis.

Tenho usado base fortalecedora, mas parece-me que não está a ser suficiente. Talvez tenha de usar um produto mais forte. Além disso continuo a hidratá-las bastante, tanto com cremes de mãos e unhas, como com óleo de coco e bepanthene. Tenho evitado usar produtos corrosivos nas tarefas domésticas, opto mais pelo vinagre, para evitar ao máximo fragilizar ainda mais as coitadas das unhas.

Agora sim, posso dizer que não voltarei a fazer este tipo de procedimento de beleza. Mil vezes usar verniz normal, mil vezes não usar nada e ter as unhas simples mas saudáveis. Se arrependimento matasse, coitada de mim. Super, super, super arrependida...

Tapa-se o sol com a peneira e depois o resultado é um verdadeiro desgosto!!!
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quinta-feira, 21 de março de 2019

COMO SOBREVIVER A DUAS SEMANAS MUITO ATRIBULADAS

Foto retirada do Pinterest

Há semana difíceis, e estou apenas a meio da primeira...

É sempre bom termos estratégias para ultrapassarmos momentos mais difíceis e trabalhosos. É melhor assim, do que andarmos de mal com a vida e com as pessoas que não têm culpa da nossa semana difícil.

ORGANIZAR, ORGANIZAR, ORGANIZAR

Não se trata de organizar toda a casa, roupa e afins, nem é altura para isso. Trata-se sim de organizar bem os dias, ter a roupa lavada e arrumada é importante, organizar as refeições comprando os alimentos necessários para lanches, pequenos-almoços, almoços e jantares, ter a agenda bem estudada, de maneira a não esquecer nenhum compromisso importante.

Ou seja, nesta altura é preciso ter uma visão geral de como serão estas semanas e tentar antecipar possíveis problemas com a organização de todos os afazeres. Tranquiliza-me muito ter uma rotina noturna, onde arrumo objetos fora do lugar, arrumo roupa, coloco a roupa na máquina para de manhã colocar a máquina a lavar (não gosto muito de lavar roupa à noite e deixa-la na maquina a noite toda), deixar carne ou peixe a descongelar para as refeições do dia seguinte. Desta forma sei que a manhã será mais tranquila e produtiva.

DESCANSAR

O descanso é sempre importante, mas em alturas de mais trabalho é essencial. É importante não deixar acumular tarefas, com pena de dificultar ainda mais as coisas, mas é importante ter atenção ao descanso. Nestas fases gosto de me deitar mais cedo, e são muitas as noites em que vou para a cama com o Gonçalo, por volta das 22. Evito adormecer no sofá, pois mesmo que durma uma ou duas horas, é muito diferente de dormir na cama. O corpo descansa de outra forma, e o facto de estar no escuro e em silêncio, também contribui para um sono mais profundo e reparador.

FAZER ALGUM EXERCÍCIO 

Voltei a dar as minhas caminhadas com o Gonçalo. Noto que só o facto de dar aquela voltinha de 30 minutos me dá muito ânimo e me deixa com mais energia. Não vou fazer um desporto que me deixe de rastos, mas estes estímulos são importantes para nos darem energia. Além disso, o sol e ar fresco que apanho deixam-me muito bem disposta.

APANHAR UM POUCO DE SOL

Normalmente gosto de beber café em casa, pois há alturas em que gosto de estar em silêncio. Mas agora tenho feito um esforço para sair de casa e beber café na esplanada, só para apanhar um pouco de sol. O corpo agradece a vitamina D, e esta é essencial para a nossa saúde. E ser produtivo com a saúde debilitada, não é fácil.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E SABOROSA 

É sempre importante, mas é comum em alturas de stress descuidar-me um pouco. E é nestas alturas que a vontade de comer doces e beber café aumenta. Daí a importância de ter o frigorífico e a despensa com alimentos nutritivos, tanto para as refeições principais, como para os pequenos lanches (onde piso o risco). Neste momento penso sempre nos lanches e organizo-os para levar para o trabalho. Portanto tenho sempre iogurtes líquidos e sólidos, queijos do tipo "vaca que ri" ou "babybel", queijo fresco, tostas de arroz, pão fresco, gelatinas e fruta. Assim tenho a certeza que me vou alimentar bem, que vou ficar saciada e, muito importante, que vou consumir alimentos que me sabem bem e me alimentam também a alma. Consigo fugir melhor aos doces, mas não deixo de sentir prazer na comida.

DIZER NÃO 

Saber dizer não é uma virtude. Às vezes aceitamos um convite sem vontade, disponibilizamo-nos para algo que não temos tempo, e nem sempre vale a pena. Nestas alturas prefiro dizer não e estar disponível para o que é realmente importante, do que andar a tentar chegar a todo o lado e não fazer nada como deve ser.

E é isto meninas. Simples mas eficaz. Venham os dias trabalhosos! 😊


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