quinta-feira, 30 de maio de 2024

MÚSICAS NA MINHA CABEÇA

 Todos os dias acordo com uma música na cabeça. 

Normalmente adormeço a cantar (na cabeça) e acordo a cantar da mesma forma, por norma, uma música diferente! 

Pensava que era assim com toda a gente, mas quando comentei com a minha sobrinha "hoje acordei com tal música" ela não percebeu logo ao que me referia e disse que não lhe acontece isso. Não percebo como. 

Hoje acordei com uma dos Imagine Dragons (e não é sempre deles, às vezes até são músicas que não ouço muito ou nem aprecio). 

É uma das que gosto muito, principalmente pela razão da sua existência. Foi escrita numa altura em que o Dan, vocalista, esteve separado da esposa (Hoje em dia já estão divorciados e ele tem outra relação. Ela, não faço ideia.) e no dia que iam assinar o divórcio ele entregou-lhe a letra. Não se divorciaram, reconciliaram-se e tiveram mais um filho, o único menino do casal.

Acho a letra muito gira, e como tem esta história por trás ainda acho mais interessante. 

Quando a relação terminou definitivamente, acontecia muito ele emocionar-se nos concertos a cantar esta música! 

O videoclip (ainda se chama assim...?) não tem nada a ver com este romantismo todo, mas a banda até tem um historial de vídeos "tontos", pelo que dizem, portanto faz sentido. Os rapazes são divertidos! 

Follow you, foi a música que acordou hoje comigo e tenho andado a cantarolar a manhã toda! 


Deixo-vos também uma versão acústica, muito interessante e fofinha! 


E pronto, agora é que a música não me sai da cabeça, vai ser o dia todo! 😅

Bom feriado minha gente!

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quarta-feira, 29 de maio de 2024

PHDA E PEA - CONSULTA DE NEURODESENVOLVINENTO

 Na semana passada o Gonçalo teve consulta com a pediatra de neurodesenvolvimento. Foi a primeira consulta depois do diagnóstico e depois de iniciarmos a medicação. 

Ao longo destes seis meses troquei e-mails com a pediatra sempre que senti necessidade, e é uma das razões de eu dizer que me sinto muito bem acompanhada. 

De momento fazemos consultas semestrais, mas sempre que tenho alguma dúvida, contacto a Dra por e-mail e da mesma forma ela esclarece as minhas dúvidas. 

Da parte da psicomotricidade, foi feito um relatório, como o que entregámos no ano passado para o adiamento do 1°ciclo, e para isso foi feito pela educadora também um pequeno relatório e o preenchimento de um inquérito, e nós pais, também preenchemos um inquérito. 

Com toda essa informação e com as análises feitas em Março a pedido da médica de família (que o fez gentilmente, pois achou que a pediatra fosse pedir, e assim adiantou o serviço e ainda nos permitiu poupar uns bons euros), a pediatra concluiu aquilo que, felizmente, nós também temos visto, que o Gonçalo está a ir muito bem.

Para já vamos manter a mesma dose de medicação, quando o novo ano letivo iniciar veremos se há necessidade de alterar alguma coisa, e a Psicomotricidade será também para manter durante muito tempo.

É unânime entre todos os envolvidos, que o Gonçalo desenvolveu bastante no último ano, principalmente nos últimos 6 meses!

Vamos voltar a pedir a terapia da fala na escola, temos um novo relatório da Pediatra a referir a importância da terapia no próximo ano letivo. Sinceramente não acredito que haja alguma mudança, mas vou fazer esse pedido na esperança de "ano letivo novo, vida nova". O não é sempre garantido, mas nem sei que lengalenga usar. Se a de coitadinha ou de maluca que vai lá fazer escândalo se não tiver terapia... (ignorem, não vou fazer nada disso...).

Entretanto comecei a ler um livro sobre PHDA. É um livro útil, explica tudo muito bem e de forma acessível. Será uma ferramenta útil nesta caminhada, creio eu.

O facto de estarmos a terminar a pré, de não sabermos se o Gonçalo ficará naquela escola, anda a provocar-me alguma preocupação. 

Mas tenho tentado não pensar muito nisso, por um lado porque não depende de mim, por outro acho que temos de dar atenção a uma coisa de cada vez. Cada coisa a seu tempo.

Para já começo a notar algum cansaço no Gonçalo (e as outras mães também notam nos seus filhos) relativamente à escola. Mas agora têm alguns passeios marcados, sempre vão sair da rotina, acho que será benéfico. 

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sexta-feira, 24 de maio de 2024

MUSICA, VOU DAR-VOS MÚSICA 4

 Não estão com saudades de músicas novas dos Imagine Dragons?

Pois, ontem lançaram uma nova música! Confesso que ainda não me debrucei sobre o assunto, a minha vida não é só isto, ora essa!

 Bem, mas confesso que há cerca de uma semana publicaram um vídeo curto, com um excerto da tal música, e esse sim, já vi e revi. Deve de ser por ser pequeno, tenho mais tempo para ver...

Deixo-vos esse, pode ser que também sejam muito ocupadas e não tenham tempo para mais...


Agoro que já viram, e acredito que tenham gostado, por ser um vídeo curto e nada mais, deixo o vídeo da música completa, etc...


Já agora, o nome da dita cuja é "Nice to meet you"! 

Que tal, gostaram? Da música, claro...

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terça-feira, 21 de maio de 2024

PHDA E PEA - PRECONCEITO DAS CRIANÇAS

 Hoje o Gonçalo quis ir ao parque perto da nossa casa, que por sinal está ao lado da Escola Básica e do ATL. 

Reencontrou três colegas que foram da sua turma no ano passado, dois deles gémeos, um menino e uma menina, que nasceram no mesmo dia do Gonçalo (lembro-me da mãe deles nesse dia na maternidade, o mundo é pequeno...) e outra menina.

Nas férias da Páscoa já se tinham encontrado lá, e a conversa já tinha sido idêntica.

Uma grande festa, abraços, beijinhos e vai que surge a pergunta "em que escola estás" e ele responde, e eles ficam admirados. Ao que ele responde muito tranquilamente "eu ainda ando na pré, não estou no primeiro ano".

O miúdo, da primeira vez, não ficou incomodado com isso, mas as miúdas vieram logo a correr ter comigo: "o Gonçalo ainda anda na pré?".

Eu respondi que sim, obviamente, e elas lá foram à vidinha delas.

O Gonçalo brincou com o menino, nesse dia, e pronto.

Hoje, voltam a encontrar-se e surge novamente a pergunta. E pode parecer mal eu dizer isto, já que estou a falar de crianças com 7 anos feitos há pouco tempo, mas a pergunta soa-me a desdém "ainda andas na pré? Aiiiinnnda?!"

Ao contrário do outro dia, hoje estavam mais crianças, que não conheciam o Gonçalo, e o seu antigo colega resolve começar a fazer-lhe perguntas, como se o Gonçalo fosse uma "aberração" por ainda estar na pré. 

- Sabes quanto é um mais um? - e ri-se para o outro miúdo, como se dissesse "queres ver, não vai saber"...

O Gonçalo olha para mim, que estou sentada um pouco desviada, mas atenta à conversa, e diz: - Mãe, um mais um é quanto? Dois?

E eu digo que sim.

O miúdo descontente com a minha ajuda, pergunta-lhe: "- E 3 mais 3? Mas não podes perguntar à tua mãe."

O Gonçalo levanta 3 dedos de uma mão e depois 3 dedos da outra e diz: "- Então, 3 mais 3 são 6, não vês?"

A mim, aquela situação estava a irritar-me e só pensava "mas quem é que estes putos se julgam? Tão pequenos e já a quererem rebaixar outro."

Mas o meu filho não! O meu filho supera-se, supera-me... Não sei se será ingenuidade ou inteligência, mas ele respondeu sempre super despreocupado e confiante. Os outros até podiam estar a achar-se superiores por estarem no primeiro ano enquanto ele continuava na pré, mas ele não se sentiu inferior.

Ele continuou a brincar, correu, subiu e desceu escorregas, enquanto os meninos continuavam a cuchichar sobre ele e as meninas continuavam a perguntar se ele andava na pré. 

A determinada altura chamei-o e disse: "- Filho, se as meninas voltarem a perguntar se andas na pré, podes perguntar qual é o problema de tu andares na pré. "

Voltam a perguntar, sempre com um ar que me estava a irritar, e ele fez o que lhe disse. Elas ficaram sem saber o que responder e aquela conversa acabou ali.

Até que ele foi brincar no ATL com as meninas e outras crianças e percebi que integra-se bem e consegue manter a brincadeira. Perguntou a outras duas crianças o nome, disse o dele, e brincou às casinhas com eles. Até "lavou à loiça" porque ninguém quis lavar e fartou-se de falar. 

As miúdas acabaram a discutir e cada uma para seu lado a chorar. Os miúdos desentenderam-se a jogar futebol e ficaram de castigo. E o Gonçalo e outro menino continuaram a brincar satisfeitos a fazerem churrascos e hambúrgueres faz de conta.

O que é que esta experiência me diz. 

Que há pessoas mazinhas e que começam logo a ser mazinhas em crianças. Há quem se ache superior, e começa a sentir-se logo em criança. Será da educação que têm em casa, será logo da personalidade, será um pouco dos dois...? 

Por outro lado, há quem não se ache nem melhor nem pior, e que leve a vida descontraídamente.

Hoje o meu filho deixou-me muito orgulhosa, porque vi que é uma criança a ser criança, que está preocupado com a sua vidinha e pronto.

Não consigo deixar de pensar que o facto destes miúdos fazerem comentários sobre ele estar na pré, não esteja relacionado com a forma como a educadora o tratava no ano passado. 

Acredito que ela não o icentivasse o suficiente e que os outros pensassem que ele era menos capaz, pois não tinha os mesmos conhecimentos que eles. E não me esqueço da conversa de "o Gonçalo é um menino especial"! 

Por outro lado também penso como é que estes comentários afetam crianças, e pais, que têm défice cognitivo, e apresentam mesmo dificuldades de aprendizagem. 

Não é fácil, daí a importância de explicar desde cedo que não somos todos iguais e trabalhar estas pequenas coisas em casa.

Do vosso ponto de vista até pode parecer exagero da minha parte, mas pronto, sou a mãe e se por um lado quero dar-lhe todas as ferramentas e mais algumas para ser um homem desenrrascado, honesto, feliz, etc, por outro lado também quero protegê-lo de situações que parecem insignificantes, mas que têm um fundo de maldade!

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sexta-feira, 17 de maio de 2024

PERDEMOS O NOSSO GATINHO

 


Não têm sido dias fáceis...

O nosso gato, Alf, tinha 14 anos e 4 meses. Estava connosco desde os 2 meses, portanto devem de imaginar o que foi perdê-lo.

Foi de repente e vou tentar resumir. Na segunda ao final do dia reparei que ele não tinha comido nem bebido água e que ia muitas vezes à caixa da areia, mas não fazias as necessidades.

Mudei a água, a comida, a areia, e continuou na mesma. Peguei-o ao colo e percebi que estava muito mais leve... como é que perdeu tanto peso em tão pouco tempo?

A veterinária não nos iludiu, foi bastante clara e tínhamos duas hipóteses, fazer exames para vermos se ainda havia tempo de ser operado, ou acabar com o seu sofrimento. 

O Alf sempre foi um gato de poucos amigos. Aqueles gatos fofinhos que gostam de toda a gente são o oposto dele. Foi sempre meiguinho e amoroso só com os donos. 

Quando engravidei ele tinha 6 anos, quando o Gonçalo nasceu já tinha os 7.  Na altura havia quem achasse que nós devíamos de dar o gato, porque ele não se iria adaptar ao bebé. 

Foi precisamente o contrário, ele só não se deitava com o Gonçalo porque não deixávamos. Super protetor, quando o bebé chorava ele era o primeiro a chegar perto dele.


Isto para dizer que levá-lo ao veterinário era uma tortura. Ele stressava imenso, assanhava-se, rosnava para os outros animais, para as pessoas, até que a veterinária começou a ter medo dele. Pior ainda, sentia o medo dela só se assanhava! Então eu arranjei uma veterinária que vinha a casa quando era necessário. Ele não gostava dela, mas ela gostava dele e não tinha medo, portanto corria bem.

Felizmente ele foi sempre saudável, nunca tivemos problemas de maior, portanto há muitos anos que ele não ía a uma clínica!

A nossa decisão, por muito dolorosa que tenha sido, foi rápida.

Não queríamos expô-lo ao stress de ir doente e fraco para uma clínica, com pessoas que não conhecia, com o cheiro de outros animais, fazer exames, sabendo de antemão que a probabilidade de correr tudo bem era bastante reduzida.

Como disse, a veterinária foi bastante sincera, e nós conhecemos várias pessoas que tiveram gatos com este tipo de problemas (rins e fígado) e nenhum, nem um, teve um bom desfecho.

Para mim, e o meu marido era da mesma opinião, íamos estar a adiar o inadiável, a sofrer e a provocar ainda mais sofrimento ao gatinho.

Eu só de pensar em tirá-lo de casa estava a custar-me imenso, porque sabia que era stressante para ele. 

Decidimos acabar com o seu sofrimento...

A "nossa" veterinária não aplica eutanásia, portanto tivemos de levá-lo a outro veterinário, o que me custou horrores por ter de tirá-lo de casa. A situação já era difícil e ainda tinha de tirá-lo do seu espaço...

Foram 2 dias muito, muito, muito difíceis! Só de pensar que ia levar o meu gato para ser abatido, foi horrível. 

Mas também era horrível pensar em prolongar o sofrimento, mesmo que fosse com a intenção de tratá-lo. Ao mesmo tempo sabia que não era possível tratar, era uma ilusão, estava tudo muito avançado, ele tinha 14 anos, iamos tratar o quê? Nada... 

Nestes dois dias tentei ao máximo dar-lhe conforto, amor, carinho...


Eu estava com o coração na boca, só me apetecia chorar, sempre que me aproximava dele tinha de engolir o choro. Eles sentem a nossa tristeza, mas fiz o possível para não chorar ao pé dele. 

Coloquei-lhe mantinhas lavadas perto da caixa da areia, para não ter de andar muito, continuei a mudar a água e a comida mesmo vendo que ele nem se importava com isso. Ofereci-lhe os seus petiscos favoritos (fiambre, atum e bolo caseiro) ele recusou sempre...

Não aspirei a casa, não liguei o liquidificador nem a varinha mágica porque eram barulhos que o assustavam, e o que ele menos precisava era de se assustar.

Dei-lhe muitos mimos, muitos beijinhos, peguei-o ao colo, disse que o amava e que ele era o meu gatinho lindo, que era a minha lengalenga habitual. Escovei-o, porque ele adorava ser escovado... varri 500 vezes as pedrinhas que iam agarradas nas patas sempre que tentou fazer as necessidades sem sucesso... mantive o seu espaço sempre limpinho, quando ele se levantava eu sacudia as mantinhas e ajeitava-as.


Pedi a Deus, aos anjos, ao universo, que acabassem com o seu sofrimento, mas não acabaram e eu tive de o tirar de casa para isso.

O Gonçalo foi para a escola de manhã, como sempre, e eu já lhe tinha explicado o que estava a acontecer e o que ía acontecer nesse dia.

Antes de sairmos de casa disse-lhe para se despedir do Alf e ele apenas disse, "tchau Alf" como era habitual. E eu disse-lhe para se despedir mesmo porque o Alf não ía estar em casa quando ele voltasse e nunca mais o veríamos. Imaginem o esforço que fiz ao dizer isto... neste momento custa-me escrever isto, imaginem o que foi aquele dia... 

O Gonçalo aproximou-se do Alf, fez-lhe várias festinhas na cabeça e por fim disse: tchau Alf, tu és um animal muito fofinho! 

Eu e o meu marido almoçámos em casa, como é habitual, e depois de almoçarmos eu ía com os meus sogros ao veterinário, numa localidade perto de Palmela, e o meu marido tinha de ir trabalhar. 

Quando o meu marido se despediu do Alf foi muito difícil! Agarrou-o na posição que era habitual ele gostar de estar no colo do seu dono (sempre achámos que o Alf gostava de todos nós, mas o favorito era o meu marido) e falou com ele como sempre o fazia. E nesse momento desfez-se em lágrimas, coisa que ainda não tinha acontecido! Acabámos por chorar os dois abraçados ao Alf e fizemos a nossa despedida!

Eu preparei uma manta limpinha e um lenço meu, que tinha o meu cheiro, para o levar embrulhadinho. Levei-o ao colo, e apesar de se ter mexido e olhado espantado para tudo quando saímos de casa, estava tão fraquinho, que não foi nada comparado com o comportamento normal dele.

Fiz a viagem com ele sempre ao meu colo, e de início ele ia deitado, mas depois colocou-se apoiado no meu peito e ia a olhar para a janela. 

No veterinário não se assanhou, o veterinário agarrou-o e ele nem se manifestou, tal não era a fraquesa. Primeiro foi administrada anestesia geral, para ele ficar a dormir e só depois a eutanásia. 

Estive sempre com ele, continuou na sua mantinha e no meu lenço, abracei-o dei-lhe beijinhos e fiz a minha última despedida.

Saí de lá com uma sensação de alívio, por muito estranho que pareça. Mas foi mesmo o que senti "pronto, acabou-se o sofrimento".

Se não tivéssemos optado por isto, ele acabaria por morrer, mas seria um sofrimento muito maior...

Cheguei a casa e o impacto de entrar e não vir ninguém receber-me, de ver as suas caminhas e mantinhas vazias, de perceber que tinha ficado sem o meu Alf para sempre, fez-me chorar muito. Chorei como ainda não tinha chorado, desabafei...

Joguei fora todas as mantinhas, as toalhas dos banhos, as camas... Lavei o caixote da areia, a pá, o tapete de borracha, a escova e guardei, pois são recentes e estão em bom estado. Levei a comida e os sacos de areia para o gato da minha irmã, pois não queria manter nada à vista!

À noite sentia a presença dele na cozinha enquanto estava a fazer o jantar. E aí comecei a perceber que há mais de 14 anos que eu não estava sozinha em casa. 

Tínhamos muitos hábitos, de manhã quando saía do meu quarto, ele já estava à minha espera. Eu ía tomar banho e ele sentava-se na sanita. Só saía da casa-de-banho quando eu agarrava no secador, por ter medo do barulho. Na segunda de manhã ainda me fez companhia.

Depois de almoço, e depois de eu arrumar a cozinha, deitavamo-nos sempre os dois no sofá. O meu marido não gostava, porque o sofá ficava com muitos pelos, mas eu ignorava (e limpava o sofá). Sempre gostei desse bocadinho e ainda bem que o mantive. Na segunda-feira ele já não foi para o sofá comigo, eu reparei mas não estranhei, pois ele estava a dormir e pensei que não lhe apetecesse. 

Nos dias em que eu não ía para o sofá depois de arrumar a cozinha, o Alf andava atrás de mim a miar e a morder-me nos calcanhares.. como se dissesse: "então, hoje não vamos para o sofá?". 

Se eu e o meu marido nos chateássemos e falássemos mais alto, ele vinha morder-me, porque o dono era o favorito! 

Se nos abraçassemos, ele vinha deitar-se coladinho aos nossos pés para lhe fazermos festas.

De manhã, antes de o meu marido se levantar ele ía espera-lo ao lado da cama. 

Às refeições sentava-se ao meu lado a pedir comida. Colocava a patinha no meu braço, como se dissesse "a próxima garfada é para mim".

Dormia a grande parte da noite no quarto do Gonçalo, às vezes na cama com ele. 



De manhã, se eu voltasse para a cama depois do meu marido sair, ele ia sempre deitar-se aos meus pés.

Acordava-me muitas vezes durante a noite, eu levantava-me e ele saía do quarto em passo apressado e dirigia-se ao quarto do Gonçalo. Se por acaso eu não fosse atrás, ele vinha a miar ter comigo. Chegou a acontecer o Gonçalo estar quase a cair da cama, estar destapado e com frio, e eu só perceber porque o Alf insistiu que lá fosse.

Depois do quarto do Gonçalo ía a casa-de-banho, e depois levava-me à sua comida. Às vezes não tinha comida e eu dava-lhe, mas na maioria das vezes tinha tudo, só queria que eu o visse a comer.

E pensando nisto agora, há algumas noites que isto não acontecia...

Tivemos uma bela vida juntos. Ele consolou-me em muitos momentos de angústia, como quando tive o aborto, por exemplo. Demos muitos mimos um ao outro...

O Alf foi um gato muito amado, era dono de uma grande personalidade e vai deixar muitas saudades. 

Um dia teremos outro gatinho, mas não para já. Não me sinto minimamente preparada para isso neste momento e sinto mesmo que tenho de fazer o luto do Alf. 




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domingo, 12 de maio de 2024

TER TEMPO PARA MIM 3

 Fui arranjar as minhas sobrancelhas, pois desde Dezembro que não o fazia. 

Desde Agosto do ano passado que comecei a arranjá-las na Wink, porque a minha esteticista deixou a estética e não me apetecia estragar aquilo que ela demorou a fazer.

Além de saber que na Wink estaria na mão de profissionais de sobrancelhas, é super prático de marcar e desmarcar no site. Escolhemos a pessoa, o horário e lá ficamos prontas em 10 ou 15 minutos. Não há conversa fiada de salão, que é algo que me desagrada e tenho ficado sempre satisfeita.

É caro? Comparado com o que eu pagava é. Eu pagava 4€ e agora pago um pouco mais de 12€. Mas não vou lá todos os meses, nem de perto.

Como as sobrancelhas já têm a forma feita, basta-me ir tirando aqueles pelos mais óbvios, e aguentam bem 2 ou 3 meses.

Bem, voltando ao assunto do tempo para mim. Fui tratar das sobrancelhas, comprei um presente para o meu pai, fui dar uma vista de olhos aos livros infantis na Bertrand e só entrei em outras 2 ou 3 lojas.

Não comprei nada e acabei por não ir beber café, pois à tarde anda sempre mais gente, e eu não tenho paciência... a sério, gosto de silêncio e calma, e multidões não contribuem para isso.

Por fim acabei por comprar 2 livros para o Gonçalo no Auchan e voltei para casa.

Soube-me bem? Não era bem o que pretendia, mas não foi mau, pois consegui ter um tempinho diferente da rotina. 

Ainda tive tempo de, quando cheguei a casa, fazer um horário com todos os meus afazeres, de forma a conseguir organizar as coisas. Consegui encaixar o trabalho, o exercício físico (que entretanto já comecei a fazer), as compras semanais, as tarefas domésticas e a psicomotricidade do Gonçalo, que acaba por influenciar muito a restante organização. 

Aos poucos vou conseguindo gerir melhor o tempo. É pena ter sido só agora, pois na segunda quinzena de Junho o meu trabalho mudará um pouco e entretanto o Gonçalo também ficará de férias de verão. 

Mas já diz o ditado "antes tarde do que nunca", e depois de começar acredito que seja mais fácil continuar. 

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sexta-feira, 10 de maio de 2024

UNHAS DE VERÃO

 Se há coisa que não abdico no verão é de ter as unhas dos pés pintadas.

Caso não as pinte, não uso sandálias. E como está calor, sabe bem usar sandálias, portanto uma coisa leva a outra.

Este ano ainda não tinha calçado sandálias, mas ontem resolvi que hoje era o dia para me estrear.

E as unhas estavam pintadas? Não. 

Agora costumo pintar com verniz gel, duram mais e posso pinta-las em casa sem incomodar ninguém com o cheiro do verniz convencional. 

Ontem não estava com a mínima vontade de pintar unhas, por isso, o que é que eu fiz? Puz unhas postiças!!!

Pois...

Comprei-as há um tempo na Shein, 2 packs para mãos e 2 para pés, a pensar mesmo numa urgência. 

As das mãos não me convenceram, são muito largas para as minhas unhas e ia ter muito trabalho para as deixar no meu tamanho.

Mas as dos pés, apesar de também terem precisado de uns ajustes, funcionaram bem.

Sempre pensei acordar sem algumas e de perder outras no banho, mas por acaso não. Por enquanto, passadas quase 18h ainda estão intactas.

Cada pack custou cerca de 0,70€, com os descontos foi mais ou menos este o valor final, e trazem muitas unhas, acho que cada pack dá para mais do que uma utilização. O problema é mesmo o tamanho, mas com um bom corta unhas e a própria lima que vem no pack, dá para solicionar o problema. 

Cada pack traz também a cola. 

Nunca tinha experimentado tal coisa, mas olhem... para desenrrascar até que serve!


Aproveito para vos confessar que evolui muito. Há uns 20 anos eu não usava sandálias, chinelos, nada que mostrasse os dedos por não gostar deles.

O que a maturidade faz... continuo a não gostar deles, mas são os únicos que tenho, que sentido fazia não os expor?

É o que é, aceitemos que não somos seres perfeitos, Meu Deus!

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quinta-feira, 9 de maio de 2024

TER TEMPO PARA MIM 2

 Ontem, depois de escrever o post que publiquei hoje de manhã, resolvi não adiar a minha ida à Wink para arranjar as sobrancelhas, nem a voltinha que queria dar no centro comercial. 

Consegui sair meia hora mais cedo do trabalho (trabalhar por conta própria tem estas vantagem, foi só organizar as coisas), fui buscar o Gonçalo e pensei logo em fazer um jantar rápido para ter tempo de dar um jeito na casa.

Pensei que se não arrumasse nada, ia estar stressada com isso, mas que se decidisse ficar a arrumar e limpar, e não fosse tratar da minha pessoa um bocadinho, que chegaria à próxima semana cansada, com a casa novamente desarrumada (porque isso é inevitável) e ainda por cima a sentir-me feia... ora, isso é que não! 

Preferi dedicar um bocadinho a arrumar a casa na quarta, para ter esse tempo na quinta, e ficar mais tranquila. 

Chegámos a casa fui dar banho ao Gonçalo, arrumei algumas coisas que estavam fora do lugar e fui aspirar a casa. 

Entretanto fiz um jantar rápido e coloquei roupa a lavar.

Só isto já ajudou a casa a ficar mais harmoniosa.

Entretanto jantámos, arrumámos a cozinha e fui lavar o chão. (Estou a usar um detergente maravilhoso, fica um cheirinho muito agradável na casa, depois digo-vos qual é.) A seguir acendi um incenso e pronto. A casa estava limpa e em ordem. Não perfeita, obviamente que precisará de mais tempo, mas o essencial estava feito.

Depois disto, fui fazer a minha skincare, vestir o pijaminha e fui para o sofá escrever e organizar um pouco as ideias para que consiga ter tempo para fazer algum exercício fisico.

Não tenho feito nada e o corpo começa a ressentir-se. Há muitos anos, durante o curso na faculdade e depois a trabalhar em arquitetura, sofri com muitas dores de costas. A postura não ajudava nada, e passava demasiado tempo sentada. Quando comecei a praticar pilates (2009) melhorei muito, depois com o yoga (2011) continuei e estive estes anos todos sem dores de costas. 

Agora, há cerca de uma semana, que ando com dores na lombar. E são dores horriveis, custa-me baixar, custa-me sentar, custa-me levantar... Tenho a certeza que o facto de não praticar exercício nenhum está a prejudicar-me. Portanto, tenho de arranjar forma de praticar. 

Estive a tratar disso ontem à noite, coloquei tudo no papel e parece-me que assim conseguirei fazer algum exercício fisico. Não será uma rotina puxada, mas será uma rotina consistente. Neste momento é o que pretendo. 

Definitivamente, teremos uma terceira parte sobre este assunto.

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TER TEMPO PARA MIM

 Este post foi escrito ontem e na minha cabeça também foi publicado. Agora, de repente e inesperadamente, lembrei-me "ah, acho que ontem não publiquei o post"... 

Leiam, que haverá uma segunda parte! 


Há dias li numa pagina do Facebook dedicada à maternidade sobre a dificuldade que é uma mãe ter tempo para si.

Foi algo difícil para mim quando fui mãe, senti que a minha identidade se tinha perdido algures. E além da dificuldade que foi sentir isso naquela altura, ainda era mais estranho ter outras mães a não perceberem o meu ponto de vista, quando é algo comum a todas as mães, ou pelo menos a uma grande maioria. 

Eu quando falo em falta de tempo para mim, não estou a queixar-me. Mas a verdade é que tenho alturas em que me sinto em último plano. E não gosto, porque é mesmo a velha história "se não cuidar de mim quem cuidará?".

Na semana passada o meu marido esteve de baixa. Estava de cama e precisava da minha assistência, não todo o dia, mas uma boa parte.

Tinha planeado na terça ir dar uma voltinha ao centro comercial, beber um café, arranjar as sobrancelhas... não fui e adiei para esta semana. 

Na segunda, desta semana, o Gonçalo começou a ficar febril e na terça não foi para a escola. Voltei a desmarcar as sobrancelhas e só saimos para fazer umas compras, mas não deu para cumprir com o meu plano de um dia para mim.

Entretanto remarquei as sobrancelhas para amanhã (quinta-feira), na expectativa de ter também um bocadinho para comprar um presente de aniversário para o meu pai e de dar uma voltinha. Ir à Bertrand folhear uns livros, ver as novidades de algumas lojas e beber o santo cafézinho sozinha! 

Acontece que a casa, com estes contratempos, também tem ficado para trás e só tenho conseguido fazer o mínimo dos mínimos. 

Sinto a casa desarrumada e suja, e estou entre a espada e a parede: vou aproveitar as poucas horas que tenho livres amanhã para as minhas coisas, ou dou uma limpeza na casa?

Estão a perceber o meu ponto de vista?

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sexta-feira, 3 de maio de 2024

MÚSICA, VOU DAR-VOS MÚSICA 3

 É que eu nem faço ideia se gostam destes posts, mas se não gostarem, passem à frente.

Voltando ao assunto dos Imagine Dragons, os rapazes estão inspirados e lançaram outra versão de Eyes Closed. 

Desta vez foi uma parceria com um músico de reggaeton colombiano, JBalvin, do qual eu nunca tinha ouvido falar... eu que ouço muito reggaeton...

Ora bem, esta versão tem gerado muita controvérsia entre os fãs. Pelos vistos grande parte dos fãs da banda não achou uma boa combinação, tanto pela diferença de estilos como pela pessoa, que, como disse, eu não faço ideia de quem seja, portanto não tenho sequer opinião. 

Eu, fã recentíssima, ainda na fase de descobertas, não desgosto destas parcerias. Até acho sempre vantajoso. E pelo que tenho visto, as poucas parcerias que conheço da banda, têm corrido bem, independentemente do estilo musical.

Mas eu também não percebo nada de música, isto é apenas o minha intuição a falar.

Bem, voltando a esta versão. Há quem odeie, há quem tenha ficado surpreendido pela positiva, há quem goste. Eu gostei, não adorei. Mas eu adoro a voz do Dan e acho que fica sempre bem, portanto acho que seja o que for, e com quem for, fica bom. 

Agora digam-me o que acham:


Se se estão a perguntar se eu só ouço Imagine Dragons, não, não ouço só esta banda. Gosto de muitas outras. Se quiserem também posso vir aqui refletir sobre o assunto. Acontece que esta é uma recente descoberta e tenho ficado agradavelmente surpreendida. E de certeza que daqui a 5 ou 10 anos vou gostar de ler isto! 


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quarta-feira, 1 de maio de 2024

A MINHA PROCRASTINAÇÃO

 Já fui muito de deixar para amanhã o que podia fazer hoje, mas às minhas custas aprendi que o melhor era evitar essa mania. 

Acontece que, apesar de saber que o melhor é não procrastinar, de vez em quando acontece. E ultimamente até tem acontecido mais do que eu queria.

Cheguei ao ponto de ter os copos, pratos, balões, enfeites da festa de aniversário do Gonçalo em cima de uma cadeira na cozinha durante 2 semanas... DUAS SEMANAS...

Todos os dias olhava para aquele montinho e pensava que tinha de arruma-lo, mas não arrumava. E o pior, é que aquilo incomodava-me, mas ía deixando para depois pois tinha sempre coisas mais importantes para fazer.

Uma tarefa que ía demorar 1 minuto, levou 2 semanas. 

E o mais estranho disto tudo, é que nem eu sei explicar como é que coisas destas acontecem.

Mas a verdade é que vão acontecendo. E se vos disser que ainda tenho as luzinhas de natal enrroladinhas em cima de um movel, mas não as arrumei no sítio delas? Pois... outra que não sei explicar...

Entretanto dei por mim a procrastinar noutras coisas. Tenho duas frigideiras a precisarem de reforma. Mas ainda não comprei outras para as substituir. Porquê? Digam-me...

É só ir ali a um supermercado ou uma loja qualquer comprar. E tenho a vantagem de ter tudo perto, até posso visitar várias lojas num curto espaço de tempo... 

Outra tarefa que vai sendo empurrada com a barriga, é a roupa. Ter de fazer a troca da roupa na mudança de estação é muito chato. Decidi ir fazendo, mas até fui rápida quando comecei.  Entretanto, não sei como, tenho ali um monte de roupa para arrumar e não o despacho...

O ponto positivo nisto tudo, qual é? Eu ter noção destas coisas, ser sincera comigo mesma e ter uns impetos de organização que me fazem despachar tudo de repente. Demora mas vai.

Depois fico com aquela sensação maravilhosa de dever cumprido e pergunto-me porque demorei tanto. 

É o que é! 

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